Googlebook: como o novo laptop do Google pretende oferecer a integração que falta aos usuários de Android

Nova linha de laptops, com preços a partir de US$ 899, busca redefinir a experiência de computação para usuários de smartphones Android

21 set 2026 - 15h21
(atualizado às 15h33)
Resumo
O Google anunciou o Googlebook, nova linha de laptops a partir de US$ 899 focada na integração com celulares Android, aos moldes do ecossistema Apple. Produzidos por parceiros como Acer, Dell e HP com chips Intel ou ARM, os aparelhos rodam sistema que mescla ChromeOS e Android, permitindo usar apps móveis e acessar arquivos diretamente. Com lançamento em 4 de outubro nos EUA, o projeto traz a IA Gemini via recurso Magic Pointer e busca coexistir com o ChromeOS como uma aposta de longo prazo.
Googlebook: como o novo laptop do Google pretende oferecer a integração que falta aos usuários de Android
Googlebook: como o novo laptop do Google pretende oferecer a integração que falta aos usuários de Android
Foto: The Music Journal

O Google anunciou o lançamento do Googlebook, uma nova linha de laptops projetada para redefinir o conceito de computação pessoal em um cenário dominado pela inteligência artificial e pela constante transição entre dispositivos móveis e computadores. Com preços iniciais a partir de US$ 899, a iniciativa busca oferecer uma experiência integrada para usuários de smartphones Android.

A proposta do Googlebook é construir um laptop que funcione em sinergia com o Android, de forma similar à integração entre MacBook e iPhone da Apple. Este novo produto não tem como objetivo substituir os Chromebooks nem se posicionar como um laptop universal, mas sim como o início de um "empreendimento de vários anos", conforme declarado por Sameer Samat, executivo sênior do Android.

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A pré-venda dos primeiros modelos de Googlebook foi aberta por fabricantes como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo. 299, posicionando-os abaixo do valor de entrada do MacBook Air. Os dispositivos devem chegar às lojas nos EUA em 4 de outubro.

A estratégia do Google é que parceiros desenvolvam o hardware, enquanto a empresa mantém o controle da experiência de software. Samat explicou que essa abordagem visa oferecer mais opções aos consumidores, com diversas escolhas de tamanho, design e formato, garantindo que todos os modelos operem de forma consistente com os celulares Android.

Entre as funcionalidades destacadas do Googlebook está a integração com Gemini, o Magic Pointer, suporte a aplicativos Android, acesso direto a arquivos do celular e a capacidade de executar aplicativos móveis no laptop sem instalação. O sistema operacional combina elementos do ChromeOS com o Android subjacente, permitindo a execução de aplicativos nativos do Android, navegadores Chrome completos e ferramentas Linux.

O Magic Pointer é uma das características inovadoras. Ao mover o cursor sobre um elemento na tela, ele ativa o Gemini, que interpreta texto, imagens e contexto, auxiliando em tarefas como agendar eventos ou analisar dados. Samat, que utiliza um Googlebook como seu laptop principal, ressaltou que o Magic Pointer facilita a interação com o Gemini sem a necessidade de alternar entre aplicativos.

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A continuidade com smartphones Android é um ponto central, permitindo que usuários retomem tarefas onde pararam, acessem arquivos do telefone e utilizem aplicativos móveis diretamente no laptop. Os laptops podem ser equipados com processadores x86, como os da Intel, ou chips baseados em ARM, inicialmente da Qualcomm, com planos futuros para incluir MediaTek.

Apesar do lançamento do Googlebook, Samat reforçou o compromisso do Google com o ChromeOS. Ele afirmou que o ChromeOS mantém uma forte posição no mercado, especialmente em ambientes educacionais e corporativos, onde o compartilhamento de dispositivos é comum. O Googlebook representa uma aposta de longo prazo, e não uma tentativa imediata de dominar o mercado de laptops.

O executivo do Android descreveu o lançamento como "apenas o começo", expressando a expectativa de que mais fabricantes criem Googlebooks se houver uma resposta positiva dos consumidores. No entanto, ele não confirmou se o Google lançará futuramente um Googlebook com a marca Pixel.

The Music Journal Brazil
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