Banco Mundial e FMI aprovam reformas no quadro de avaliação da dívida de países pobres

21 set 2026 - 13h15
Resumo
O Banco Mundial e o FMI aprovaram reformas no modelo de avaliação da dívida de países de baixa renda para adequá-lo a um cenário financeiro mais complexo. Com previsão de entrar em vigor em 2027, as mudanças visam aprofundar a análise da dívida interna, integrar riscos das mudanças climáticas, aprimorar testes de estresse e incentivar a transparência de dados, garantindo medições mais precisas sobre a sustentabilidade e a capacidade de endividamento dessas nações diante dos novos desafios globais.

O Banco Mundial e ‌o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciaram nesta segunda-feira que seus conselhos executivos aprovaram as reformas propostas para o quadro conjunto de avaliação da dívida de países de baixa renda, a fim de refletir um ambiente mais ⁠complexo e arriscado.

Uma revisão conjunta, a primeira desde 2017, ‌recomendou mudanças em várias áreas, incluindo uma análise mais aprofundada da dívida interna e a ampliação ‌da análise dos desafios de desenvolvimento ‌de longo prazo, abarcando as mudanças climáticas.

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As ⁠reformas visam melhorar a análise dos riscos à sustentabilidade da dívida, aperfeiçoando a forma como a capacidade de endividamento dos países é medida e introduzindo novas ferramentas para avaliar a sustentabilidade.

Por fim, o Banco Mundial ‌e o FMI trabalharão para aprimorar as "ferramentas de realismo" ‌e os testes ⁠de estresse utilizados ⁠para garantir a consistência e a precisão das previsões, ao ⁠mesmo tempo em que ‌incentivam os países ‌a melhorar a transparência dos dados sobre a dívida, informou o Banco Mundial.

O FMI e o Banco Mundial utilizam a estrutura de sustentabilidade da dívida ⁠para analisar e avaliar a capacidade de um país de contrair mais crédito sem comprometer sua capacidade de honrar os empréstimos existentes. As mudanças foram recomendadas, uma vez que ‌muitos países de baixa renda têm enfrentado níveis crescentes de endividamento e uma mudança nas fontes de ⁠financiamento, passando a incluir mais empréstimos internos e externos em condições comerciais.

Espera-se que o quadro revisado entre em vigor no segundo semestre de 2027, acrescentou a instituição.

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Uma revisão concluída em julho confirmou que o quadro de sustentabilidade da dívida havia funcionado bem para identificar antecipadamente episódios de sobreendividamento e ajudar os países a tomar decisões informadas sobre empréstimos e financiamentos.

No entanto, a análise também identificou várias áreas em que o quadro poderia ser aprimorado para levar em conta novos desafios.

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