A Gerdau teve lucro líquido ajustado de R$1,5 bilhão no segundo trimestre, 69,7% acima do registrado um ano antes e em linha com as estimativas do mercado, segundo relatório divulgado nesta terça-feira.
A companhia afirmou que seu conselho de administração aprovou dividendo de R$0,23 por ação e ainda cancelamento de quase 7 milhões de papeis preferenciais, sem redução do capital social.
A produtora de aços longos e planos teve resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$3,4 bilhões, valor 33,9% acima do observado no segundo trimestre de 2025. O valor ficou acima das estimativas de analistas, que esperavam, em média, Ebitda de R$3,2 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.
O desempenho foi impulsionado por mais um trimestre de forte resultado das operações da Gerdau na América do Norte, que tiveram um crescimento no Ebitda ajustado de 59% ante o segundo trimestre do ano passado enquanto no Brasil houve recuo de 19,6%.
A receita líquida da empresa ficou em R$17,9 bilhões, montante 2% superior ao observado um ano antes, e em linha com a estimativa de R$17,7 bilhões.
Segundo a companhia, apesar da produção de aço no Brasil ter crescido 10% no período, as vendas caíram 0,3%, pressionadas por recuo de 6,2% em planos enquanto produtos longos cresceram 2,3% na comercialização.
No mercado interno, as vendas da Gerdau caíram 4,3%, a 1,11 milhão de toneladas no segundo trimestre e as exportações saltaram 23%, para 239 mil toneladas.
Já na América do Norte, a produção da Gerdau subiu 0,5%, mas as vendas cresceram 7,3%, atingindo volume de 1,35 milhão de toneladas, acima do vendido pela companhia no Brasil.
"A região continuou se beneficiando de um ambiente favorável de demanda, apoiado por segmentos estratégicos como energia renovável, data centers e manufatura", afirmou a Gerdau no balanço.
O grupo terminou o semestre com uma alavancagem financeira de 0,69 vez, abaixo do nível de 0,85 do final de junho de 2025.