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Fux manda TJ da Bahia renovar contrato com BRB para gestão de depósitos judiciais a pedido do DF

Governo distrital alegou que interrupção do contrato viola acordo firmado com a União para socorrer banco após rombo causado pelo Master; decisão será submetida a referendo da 2ª Turma

26 ago 2026 - 19h07
Resumo
O ministro Luiz Fux, do STF, determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia renove por 90 dias o contrato com o BRB para gestão de depósitos judiciais. Atendendo a pedido do governo do Distrito Federal, a liminar visa evitar grave impacto financeiro ao banco caso a custódia fosse transferida para a Caixa Econômica Federal. Segundo a decisão, a perda dessa receita comprometeria a estabilidade da instituição e o plano de socorro financeiro firmado entre o DF e a União.

BRASÍLIA - O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) renove, por 90 dias, o contrato para a transferência de novos depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB). Para o ministro, a migração da custódia dos valores pode causar um "impacto grave, imediato e substancial à instituição financeira".

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A liminar atende a um pedido do governo do Distrito Federal (DF), controlador do BRB, que alegou que a interrupção do contrato viola o acordo firmado entre o DF e a União para socorrer o banco. A decisão será submetida a referendo da Segunda Turma do STF em julgamento no plenário virtual, entre 4 e 14 de setembro.

O contrato se encerraria nesta quarta-feira, 26, mas previa a possibilidade de prorrogação por mais 12 meses. Às vésperas do término do acordo com o BRB, porém, o TJ-BA firmou contrato emergencial para que a Caixa Econômica Federal assumisse a gestão dos novos depósitos judiciais.

O BRB sustentou ao Supremo que recebe cerca de R$ 395 milhões mensais em novos depósitos judiciais e que a substituição comprometeria a estabilidade financeira da instituição.

Para Fux, a "contratação emergencial da Caixa Econômica Federal", enquanto ainda estão pendentes os trâmites para a contratação regular do sucessor da operação, representa "enorme risco" para as medidas em curso destinadas à capitalização do BRB no âmbito do acordo homologado pela Corte.

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Fux ainda ressaltou que a eficácia da liminar está condicionada à continuidade das medidas a cargo do BRB e do DF no âmbito do acordo homologado pela Corte.

O BRB administra cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais de cinco tribunais: Bahia, Distrito Federal, Alagoas, Paraíba e Maranhão. A preocupação do governo e do Judiciário é que o comprometimento da capacidade financeira do banco possa afetar o cumprimento dessas obrigações.

No fim de maio, Fux homologou acordo entre governo do DF, BRB e o governo federal para que uma operação de empréstimo cubra o rombo do banco deixado após operações com o Banco Master. Em entrevista ao Estadão, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que Fux pediu pressa na solução do caso, em função dos riscos para o Judiciário, em caso de quebra do banco.

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