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FMI diz que espera dialogar sobre mudanças promovidas por bancos centrais às orientações futuras

8 jul 2026 - 11h25
(atualizado às 12h55)

O Fundo Monetário Internacional ‌espera dialogar com os bancos centrais nos próximos meses sobre mudanças na forma como utilizam as orientações futuras sobre política monetária, afirmou uma autoridade sênior da instituição nesta quarta-feira, enfatizando a necessidade de comunicação em tempos de incerteza.

Petya Koeva Brooks, vice-diretora do departamento de pesquisa ⁠do Fundo Monetário Internacional, disse a repórteres que a orientação futura foi ‌uma ferramenta útil no passado, mas que é compreensível que formuladores de política monetária revisitem o escopo e as modalidades dessas ‌orientações ao longo do tempo.

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O novo presidente ‌do Federal Reserve, Kevin Warsh, que assumiu o cargo em ⁠maio, anunciou planos para revisar a política de comunicação do Fed e reduzir as orientações prospectivas sobre a política monetária.

Em sua primeira reunião de política monetária como presidente, ele organizou um consenso unânime em torno de um comunicado simplificado, que removeu referências às medidas que o ‌banco central poderia tomar em relação às taxas de juros no ‌curto prazo.

Warsh reforçou sua ⁠posição durante painel ⁠no fórum anual do Banco Central Europeu em Sintra, Portugal, na semana passada, ⁠afirmando ser fundamental que bancos centrais ‌tomem suas decisões com ‌base no "que está acontecendo na economia real".

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, o chefe do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, e o do Banco do Canadá, Tiff Macklem, também expressaram ⁠reservas sobre as orientações prospectivas no evento.

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Brooks disse que o FMI estava tomando nota, mas enfatizou a necessidade de comunicação contínua, especialmente diante da incerteza e da volatilidade do cenário econômico atual.

"Em um ambiente de alta incerteza, acredito ‌que a comunicação dos bancos centrais seja fundamental para transmitir uma noção de (como) os bancos centrais avaliam os choques e seus impactos, ⁠bem como sobre a orientação da política monetária", disse ela.

"A orientação prospectiva tem sido uma ferramenta útil no passado, especialmente no limite inferior zero, mas acho que é natural, com o passar do tempo e à medida que aprendemos mais, revisitar o escopo e, novamente, as modalidades dessa orientação prospectiva", disse ela. "Portanto, estamos definitivamente tomando nota e esperamos abordar essa questão nos próximos meses."

Pierre-Olivier Gourinchas, ex-economista-chefe do FMI, disse à Reuters antes de sua saída no mês passado que era apropriado que os bancos centrais se afastassem das "formas rígidas" de orientação prospectiva, uma vez que, no passado, elas os comprometeram a tomar medidas futuras, independentemente da evolução econômica.

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