A agência de classificação de risco Fitch reiterou nesta terça-feira a nota "BB" para o Brasil, com perspectiva estável, destacando que o rating do país é limitado por uma relação dívida/PIB alta e crescente, pela rigidez orçamentária e pelo potencial de crescimento econômico relativamente baixo.
A nota BB mantém o país dois degraus abaixo do chamado grau de investimento, concedido a países vistos como tendo baixo risco de calote.
Em nota, a Fitch disse que as perspectivas de reformas estruturais que possam lidar com os desequilíbrios fiscais do Brasil só devem ficar mais claras a partir das eleições presidenciais de outubro, para as quais prevê uma corrida apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Para a agência de risco, em um eventual novo mandato, Lula possivelmente teria pouco apetite por tocar reformas de despesas públicas, enquanto um governo Flávio Bolsonaro provavelmente focaria em uma agenda centrada em corte de impostos, eficiência de gastos e privatização, ainda que sua implementação siga "altamente incerta".