Concessionários preveem alta de 3% na venda de carros e comerciais leves novos em 2026

13 jan 2026 - 12h26
(atualizado às 14h07)

A Fenabrave, associação que representa concessionários de veículos do Brasil, anunciou nesta terça-feira projeção de crescimento de 3% nos licenciamentos de carros e comerciais leves este ano, para 2,63 milhões de unidades, um desempenho que classificou ‌como moderado dado o patamar elevado de juros do país.

A expectativa para os emplacamentos de caminhões é de expansão ‌de 3,5%, para 114,75 mil veículos, e a projeção da entidade para ônibus é de avanço de 3% este ano, para 29,7 mil unidades.

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O setor terminou 2025 com vendas de 2,55 milhões de veículos leves - automóveis, picapes, utilitários esportivos (SUVs) e vans - uma expansão de 2,6% ante a expectativa da entidade de avanço de 3%.

Segundo ‍a Fenabrave, a previsão para o ano passado não se concretizou diante do desastre que paralisou a produção da Toyota no Brasil no segundo semestre, quando uma tempestade destruiu uma fábrica de motores da montadora no interior de São Paulo.

A entidade deve divulgar uma nova estimativa para os ‌emplacamentos do ano em abril.

A venda total de veículos novos em 2025, incluindo ‌caminhões e ônibus, somou 2,69 milhões de unidades, uma expansão de cerca de 2%.

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O segmento de caminhões, porém, registrou uma queda de 8,65% nas vendas do ano, algo que a Fenabrave atribuiu ao desempenho dos modelos extrapesados que compõem quase 50% das vendas totais do segmento.

"As altas taxas de juros estão impactando as nossas vendas", afirmou o primeiro vice-presidente da Fenabrave, Sérgio Zonta, em entrevista a jornalistas. "Hoje, qualquer financiamento está em torno de 20% a 25% ao ano... o cliente está postergando as compras", acrescentou.

Segundo ele, a expectativa é que o programa de incentivo à compra de caminhões novos, lançado pelo governo federal no final do ano passado com recursos de R$10 bilhões, "seja um fomentador de compras, principalmente do extrapesado".

De carona com a queda nas vendas de caminhões, o segmento de implementos rodoviários também viu as vendas despencarem quase 20% no ano passado, para 71 mil unidades, segundo os dados da Fenabrave.

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Para além desses setores, o segmento de motocicletas encerrou o ano passado com a maior expansão entre todos, 17%, em meio à expansão das empresas de aplicativos de entrega no país. O mercado emplacou 2,2 milhões de motos no ‌ano passado no Brasil, recorde para o segmento, de acordo com a entidade.

Mais cedo, a B3, que detém um sistema de registro de gravames, divulgou que o financiamento de veículos novos e usados atingiu um recorde em 2025, a 7,3 milhões de unidades, crescimento de 2% ante 2024 e melhor resultado desde 2011.

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