EUA pretendem avançar com plano para aumentar tarifas de automóveis da UE

4 mai 2026 - 15h47

O representante comercial ‌dos EUA, Jamieson Greer, disse a autoridades comerciais da União Europeia e da Alemanha no fim de semana que os EUA seguirão em frente com o plano do presidente Donald Trump de aumentar as tarifas de importação de carros da UE para ⁠25%, de acordo com declaração feita por ele nesta segunda-feira à ‌CNBC.

"Entrei em contato com autoridades comerciais europeias e alemãs neste fim de semana para ajudá-las a entender por que ‌isso estava acontecendo e lembrá-las de todas ‌as conversas que tivemos sobre sua conformidade", disse Greer ⁠em uma entrevista à CNBC. "Continuarei a ter essas conversas, mas o presidente está avançando com essa ação."

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Perguntado se a tarifa deve ser considerada apenas uma parte de uma negociação maior ou um estado permanente, Greer acrescentou: "É uma parte do acordo."

Até as 14h (horário ‌de Brasília) desta segunda-feira, as novas tarifas não haviam sido adotadas ‌oficialmente.

Trump disse na ⁠sexta-feira que aumentaria ⁠as tarifas sobre os carros da União Europeia para 25% em relação ⁠aos 15% previamente acordados, dizendo ‌que o bloco não ‌havia cumprido seu acordo comercial com Washington.

A Comissão Europeia rejeitou a alegação de Trump de que Bruxelas não estava cumprindo o acordo comercial do verão passado (no hemisfério norte) e ⁠disse que manteria suas opções abertas para proteger os interesses da UE se Washington violasse os termos do acordo.

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Trump disparou a postagem sobre as tarifas em meio à escalada das tensões entre os EUA e ‌a UE sobre a guerra no Irã e a recusa dos países europeus em enviar forças navais para abrir o Estreito ⁠de Ormuz. A Casa Branca disse na sexta-feira que planeja retirar 5.000 soldados norte-americanos da Alemanha depois que o chanceler alemão Friedrich Merz disse que os EUA estavam sendo "humilhados" pelo Irã em negociações para acabar com o conflito no Oriente Médio.

No ano passado, o governo Trump impôs uma tarifa de 25% sobre as importações automotivas globais de acordo com uma lei comercial de segurança nacional, mas chegou a um acordo separado com a UE em agosto para reduzir essas tarifas para 15% líquidos, incluindo as tarifas anteriores.

As ações das montadoras alemãs caíram nesta segunda-feira, após a decisão de Trump.

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