EUA impõem novas sanções para impedir venda de petróleo iraniano à China

Medida ocorre poucos antes da visita de Trump a Pequim para encontro com Xi Jinping

11 mai 2026 - 17h34

Os Estados Unidos sancionaram nesta segunda-feira, 11, doze pessoas e entidades ligadas a Teerã, acusadas de "facilitar" a venda e o envio de petróleo iraniano para a China, poucos dias antes da visita do presidente Donald Trump a Pequim.

Vários membros da Guarda Revolucionária, o exército da República Islâmica, assim como empresas de Dubai e Hong Kong, foram incluídos na lista de restrições do órgão governamental americano OFAC, segundo um comunicado do Departamento do Tesouro.

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Na véspera da partida de Trump para a China, a Casa Branca divulgou uma lista dos líderes empresariais que devem estar em Pequim com o presidente. Trump deve partir de Washington na terça-feira, 12, e participar de reuniões com Xi Jinping no final da semana. Após a divulgação da lista pela Casa Branca, a Cisco informou que seu diretor executivo, Chuck Robbins, não poderá comparecer.

A inclusão de Elon Musk na delegação é o mais recente sinal de que o homem mais rico do mundo restaurou seu relacionamento com o presidente. Musk atuou como principal assessor de Trump e supervisionou os esforços do governo para reformar a burocracia federal. Ele deixou o governo em maio do ano passado após um desentendimento com o presidente, mas os dois homens restabeleceram seu relacionamento nos últimos meses.

Jensen Huang, diretor executivo da Nvidia, não foi convidado e não irá à China esta semana, segundo uma pessoa a par dos planos de Huang. Sua ausência ocorre no momento em que a Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo, aguarda aprovação tanto da China quanto dos Estados Unidos para começar a enviar um dos primeiros modelos dos chips de IA da empresa, o H200, para a China.

Autoridades americanas afirmaram que Trump deseja discutir a criação de um conselho de investimentos e um conselho de comércio com a China, e a delegação inclui líderes empresariais de uma ampla gama de setores. / COM INFORMAÇÕES DE NYT E AFP

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