Esperança de trégua no Oriente Médio impulsiona mercados globais

Governo dos EUA segue condicionando avanço à reabertura completa do Estreito de Ormuz

29 mai 2026 - 10h11
Resumo
O vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que ainda há pontos sensíveis nas negociações, enquanto o secretário do Tesouro, Scott Bessent, condicionou qualquer avanço definitivo à reabertura plena de Ormuz e ao desmonte do programa nuclear iraniano. O cenário mantém o petróleo volátil, diante da importância estratégica da rota para o abastecimento global de energia.
Foto: rarrarorro / Getty Images

Os mercados globais encerram a semana à espera de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para ampliar o cessar-fogo por 60 dias e reabrir o Estreito de Ormuz. O entendimento, porém, ainda depende do aval de Donald Trump e da liderança iraniana, mantendo investidores em compasso de cautela diante do risco de novas tensões no Oriente Médio.

O vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que ainda há pontos sensíveis nas negociações, enquanto o secretário do Tesouro, Scott Bessent, condicionou qualquer avanço definitivo à reabertura plena de Ormuz e ao desmonte do programa nuclear iraniano. O cenário mantém o petróleo volátil, diante da importância estratégica da rota para o abastecimento global de energia.

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O otimismo do mercado reflete no setor de commodities, com os preços do petróleo recuando perto de 2% com a possibilidade de prorrogação do cessar-fogo, mesmo que ainda sem um documento finalizado. O Brent/julho recua 1,78%, cotado a US$ 92,04 e o WTI/julho cai 1,9%, a US$ 87,21.

As expectativas pelo fim do conflito também impulsionam os mercados globais: as bolsas da Europa avançam com ações de defesa, enquanto na Ásia, o otimismo em torno do setor de IA, somado a dados macroeconômicos regionais positivos, estimulou os avanços dos mercados. 

Em paralelo às questões do Oriente Médio, o governo Trump abriu uma nova frente de atrito com o Brasil ao anunciar que classificará PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas a partir de 5 de junho, surpreendendo o Planalto e elevando a tensão diplomática entre Brasília e Washington.

No cenário doméstico, o resgate do Banco de Brasília (BRB) ganhou contornos políticos e fiscais mais amplos após a confirmação de que Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander participarão da operação estruturada em conjunto com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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O pacote prevê um empréstimo de cerca de R$ 6,5 bilhões ao governo do Distrito Federal (DF) para cobrir o rombo provocado pela compra de créditos ligados ao Banco Master.

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