BRASÍLIA - O endividamento das famílias brasileiras com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) subiu de 49,3% em outubro para 49,8% em novembro, informou o Banco Central.
O resultado se tornou o segundo maior da série histórica (iniciada em 2011), atrás apenas do pico registrado em julho de 2022 (49,9%). Em janeiro de 2025, o indicador estava em 48,6%.
Descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento em novembro de 2025 passou de 30,9% para 31,3% na passagem de outubro para novembro.
Já o comprometimento de renda das famílias seguiu no maior nível da série histórica em novembro de 2025, observou o chefe do departamento de estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha.
No penúltimo mês do ano passado, o indicador seguiu em 29,3%, mesmo porcentual que atingiu na leitura anterior, em outubro — o dado de outubro foi revisado. Em janeiro de 2025, a métrica estava em 27,7%. Sem contar os empréstimos imobiliários, o indicador em novembro passou de 27,1% (revisado) para 27,0%.
Segundo o Banco Central, o endividamento é a relação entre o valor atual das dívidas das famílias com a renda acumulada nos últimos 12 meses. Já o comprometimento considera o valor correspondente aos pagamentos esperados para o serviço da dívida em relação à renda mensal, em média móvel trimestral.