Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderada pela Arábia Saudita, e a aliança Opep+, que também inclui a Rússia, a partir de 1º de maio. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 28, pela agência de notícias oficial do país.
Em nota, a Wam, agência estatal emiradense, afirmou que a decisão "reflete a visão estratégica e econômica de longo prazo dos Emirados Árabes Unidos e a evolução de seu perfil energético", ressaltando, em especial, a aceleração dos investimentos na produção de energia doméstica.
Segundo o comunicado, o país continuará atuando de forma responsável no mercado global de energia, ajustando sua produção de maneira gradual e alinhada com as dinâmicas de oferta e demanda.
A decisão ocorre em um contexto de crescente tensão dentro do bloco entre Abu Dhabi e Riad, especialmente em relação as políticas de produção de petróleo e também influência econômica na região.
Os Emirados Árabes Unidos vinham demonstrando insatisfação com as restrições impostas pela Opep, enquanto a Arábia Saudita mantém papel dominante na definição das cotas de produção.
Além das divergências dentro da organização, as relações entre os dois países também têm se tornado mais competitivas em frentes econômicas e geopolíticas, incluindo a disputa por investimentos estrangeiros no Oriente Médio. Embora tenham atuado como aliados em coalizões regionais, como na intervenção militar no Iêmen a partir de 2015, a parceria passou a enfrentar atritos e episódios de discordância nos últimos anos. /AP e AFP