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Economista-chefe do FMI diz que economia global segue "centrada no dólar"

26 jun 2026 - 16h16

Os ‌fluxos e as relações globais estão mudando depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas unilaterais à maioria dos países, mas o dólar segue servindo de âncora para o comércio, ⁠o setor bancário e as reservas internacionais, ‌afirmou nesta sexta-feira o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Pierre-Olivier Gourinchas.

Perto de deixar a instituição ‌e retornar ao magistério, na ‌próxima semana, Gourinchas também disse à ⁠Reuters que os aumentos acentuados no preço do ouro nos últimos anos foram impulsionados, em grande parte, pelo crescimento dos fundos negociados em bolsa (ETFs), que permitiram aos investidores comprar sem precisar ter ‌o metal físico.

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Os emissores de stablecoins -- criptomoedas atreladas ‌a outros ativos -- ⁠também ⁠vinham mantendo o ouro como parte de seus ativos, o ⁠que impulsionava a ‌demanda e elevava ‌os preços, mas nem mesmo os bancos centrais estavam comprando ouro ativamente.

"Estamos vendo muito, muito pouco em termos de movimentos que indiquem ⁠que estamos nos afastando de um mundo centrado no dólar. Estamos firmemente inseridos nesse mundo centrado no dólar", disse ele.

"Isso não significa que a situação não ‌possa mudar em algum momento, mas, na verdade, considerando o conjunto de desenvolvimentos que observamos nos ⁠últimos dez anos, estamos vendo mudanças muito, muito pequenas."

O ouro subiu ligeiramente nesta sexta-feira, à medida que o dólar se enfraqueceu e as expectativas de aumentos nas taxas de juros dos EUA diminuíram um pouco, depois que os dados de inflação divulgados no dia anterior sugeriram que as pressões sobre os preços podem ter atingido o pico. O ouro ainda estava a caminho de registrar a quarta queda semanal consecutiva.

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