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Dólar tem leve baixa ante real acompanhando recuo das cotações no exterior

26 jun 2026 - 17h16
(atualizado às 17h27)

O dólar ‌fechou a sexta-feira com leve baixa ante o real, acompanhando a queda da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas, com investidores moderando as apostas de aumento de juros pelo Federal Reserve após novo recuo do petróleo.

O dólar à vista encerrou o dia com queda de ⁠0,21%, aos R$5,1697. Na semana, a moeda acumulou leve alta de 0,10% ‌e, no ano, baixa de 5,82%.

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Às 17h05, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,27% na ‌B3, aos R$5,1720.

No início do dia, o Banco ‌Central vendeu US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 ⁠contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

Esses dois leilões simultâneos, em operação conhecida pelo mercado como "casadão", não alteraram de forma substancial a trajetória do dólar, já que o BC ‌vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

No ‌exterior, a moeda norte-americana ⁠cedeu ante boa ⁠parte das demais divisas, como o euro, a libra e o iene. O dólar ⁠também sustentou perdas ante divisas ‌de países emergentes como o ‌peso mexicano, o rand sul-africano e o sol peruano.

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O movimento tinha a influência dos dados econômicos mais recentes divulgados nos EUA, que reduziram um pouco as apostas de alta de juros pelo Fed ⁠neste ano. Além disso, a queda do petróleo Brent, para perto dos US$72 o barril, ajudava a aliviar as preocupações com a inflação e com a política monetária norte-americana.

No Brasil, o câmbio acompanhou este viés vindo de fora. Após marcar ‌a cotação máxima intradia de R$5,1897 (+0,18%) às 10h19, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1557 (-0,48%) às 12h30. Durante a tarde, a ⁠moeda recuperou um pouco de força, mas ainda assim terminou a sessão em queda.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país atingiu 5,6% nos três meses até maio, menor nível para o período na série histórica e em linha com as expectativas de economistas. No mesmo período de 2025 a taxa estava em 6,2%.

Já o BC informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$3,185 bilhões em maio, menos que o rombo de US$4,159 bilhões projetado em pesquisa da Reuters com economistas. Na outra ponta, os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$7,974 bilhões, contra US$5,75 bilhões projetados.

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(Edição de Isabel Versiani)

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