Economista-chefe do BCE vê retorno da inflação à meta a partir de meados de 2027, segundo jornal

22 set 2026 - 07h03
Resumo
O economista-chefe do BCE, Philip Lane, afirmou que o choque nos preços de petróleo e gás será mais longo que o previsto devido a tensões geopolíticas. Essa nova onda inflacionária pressionará os custos de energia, alimentos e bens em geral, adiando o retorno da inflação à meta para meados de 2027. Apesar desse cenário adverso, Lane destacou que o setor de serviços deve manter pressões contidas e que, até o momento, não houve contágio disseminado para outros segmentos da economia.

O ‌choque de energia que está elevando os preços do petróleo e do gás deve se prolongar por mais tempo do que ⁠o Banco Central Europeu havia previsto ‌em março, já que os riscos geopolíticos parecem estar ‌novamente elevados, disse ‌o economista-chefe do BCE, Philip ⁠Lane, ao jornal suíço Le Temps.

"Como resultado, acreditamos que essa segunda onda de aumentos nos preços da energia deve levar ‌a uma inflação mais alta e ‌mais persistente, ⁠antes ⁠de recuar em direção à nossa meta ⁠a ‌partir de meados ‌de 2027", disse Lane.

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Questionado se via efeitos de contágio em outros preços, como os ⁠da eletricidade ou dos serviços, Lane disse:

"Até agora, de fevereiro até o momento, isso não ocorreu, e ‌essa é a boa notícia. No entanto, a segunda onda de ⁠aumentos nos preços da energia que estamos vendo hoje provavelmente exercerá pressão de alta sobre os preços dos alimentos, da energia de maneira mais ampla — incluindo a eletricidade — e dos preços dos bens em geral. Em contrapartida, as pressões sobre os serviços devem permanecer relativamente contidas."

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