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Economia da França fica estagnada no 2º trimestre e coloca perspectivas em risco

28 ago 2026 - 07h08
Resumo
A economia da França estagnou no segundo trimestre (0,0%), após revisão para baixo motivada por secas e ondas de calor que atingiram a agricultura, além da redução de estoques empresariais. Apesar da recuperação no consumo e nas exportações, o resultado enfraquece a meta de crescimento anual de 0,7% e põe em risco o plano do governo de reduzir o déficit fiscal para 5,0% do PIB, forçando uma reavaliação das projeções orçamentárias para o restante do ano.

O crescimento da França estagnou ‌no segundo trimestre, informou a agência nacional de estatísticas nesta sexta-feira, revisando para baixo os dados preliminares e lançando dúvidas sobre as perspectivas para o restante do ano.

O ministro das Finanças, Roland Lescure, afirmou que a revisão para baixo "é o ⁠primeiro impacto do verão terrível que tivemos", durante o qual ‌a França enfrentou uma sucessão de ondas de calor, seca e incêndios florestais.

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A agência de estatísticas INSEE informou que ‌revisou o crescimento para os três ‌meses até junho de 0,2% na estimativa inicial para ⁠0,0%, depois que a segunda maior economia da zona do euro sofreu uma contração de 0,2% no primeiro trimestre.

A agência atribuiu a revisão, em parte, à fraqueza da produção agrícola, que foi particularmente afetada pelas ondas de calor e pela ‌seca do verão.

A revisão para baixo torna a previsão de ‌crescimento do governo para ⁠o ano ⁠inteiro, de 0,7%, praticamente inatingível, já que a economia precisaria crescer 0,5% ⁠tanto no terceiro quanto ‌no quarto trimestre para ‌alcançá-la, segundo o INSEE.

Crescimento mais fraco do que o esperado, por sua vez, aumenta o risco de que o governo não consiga reduzir seu déficit fiscal para 5,0% ⁠do PIB, conforme planejado para este ano, em comparação com os 5,1% do ano passado.

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Lescure afirmou em uma conferência de economia que seu ministério precisará levar em conta um provável terceiro trimestre fraco ao ‌atualizar as previsões de crescimento e déficit da França em setembro, antes de apresentar o projeto de lei orçamentária de ⁠2027 no início de outubro.

O INSEE informou que o consumo das famílias, tradicional motor do crescimento francês, subiu de -0,3% no primeiro trimestre de 2026 para +0,3%, impulsionado por um aumento no consumo de alimentos, energia e bens manufaturados.

As exportações registraram forte alta, passando de -3,0% no trimestre anterior para +2,9%, com uma forte recuperação nas exportações aeronáuticas, informou o órgão. No entanto, à medida que as empresas intensificaram as remessas, elas reduziram os estoques, o que subtraiu 0,7% do crescimento do segundo trimestre.

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