Após abertura em leve alta, o dólar se reaproximou da estabilidade ante o real nesta manhã de sexta-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana mantém o viés positivo ante a maior parte das demais divisas, em mais um dia de apreensão com o andamento da guerra no Oriente Médio.
Às 10h09 o dólar à vista subia 0,01%, aos R$5,2577 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para abril -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,31%, aos R$5,2605.
No exterior, os mercados reagem à pausa de dez dias dos ataques dos Estados Unidos às usinas do Irã, anunciada na véspera pelo presidente Donald Trump. A pausa durará até 6 de abril.
Ao mesmo tempo, conforme reportagem do Wall Street Journal, o Pentágono avalia o envio de até 10 mil soldados adicionais ao Oriente Médio, para oferecer a Trump mais opções militares.
Sem um desfecho claro para a guerra, o petróleo tipo Brent superava os US$110 o barril nesta manhã, refletindo os receios de que o Estreito de Ormuz -- importante ponto de transporte da commodity -- siga na mira do Irã.
Nos mercados de moedas, o dólar subia ante divisas de emergentes como o peso mexicano, o rand sul-africano e o peso chileno, mas demonstrava certa acomodação no Brasil.
Em relatório a clientes nesta manhã, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, citou o dólar em torno de R$5,20 ou menos como ponto de compra de moeda por importadores. No caso dos exportadores, o ponto de venda de dólares estaria em torno de R$5,28 ou um pouco mais.
Mais cedo, o Banco Central informou que o país teve déficit em transações correntes de US$5,614 bilhões em fevereiro, acima do déficit de US$5,4 bilhões projetado por economistas consultados pela Reuters. Na outra ponta, o Brasil recebeu US$6,754 bilhões em investimentos diretos no país em fevereiro, abaixo dos US$7,6 bilhões projetados na pesquisa.
Na quinta-feira, o dólar à vista fechou o dia com alta de 0,70%, aos R$5,2574.
(Edição de Camila Moreira)