O dólar subia ante o real nesta quinta-feira depois da divulgação de novos dados de inflação nos Estados Unidos, com investidores de olho na trajetória da política monetária do Federal Reserve, em meio à queda do petróleo no exterior.
O dólar à vista subia 0,24%, a R$5,1901 na venda por volta das 9h35.
Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,18%, a R$5,205 na venda.
Na véspera, o dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,27%, aos R$5,1776 na venda.
Os dados dos preços ao produtor nos EUA ficaram abaixo do esperado em julho. Na comparação com o mês anterior, os preços ficaram estáveis, enquanto na base anual a alta foi de 4,7%.
As expectativas em pesquisa da Reuters eram respectivamente de avanços de 0,2% e de 4,9%.
Os EUA divulgaram na quarta-feira dados de inflação ao consumidor, que ficaram em linha com o esperado, aliviando as preocupações quanto à possibilidade de um aumento dos juros pelo Federal Reserve no curto prazo, o que levou operadores a reduzirem suas apostas em uma alta em setembro.
Nesta sessão, os futuros do petróleo Brent caíam, após seis pregões consecutivos de alta, com investidores avaliando as perspectivas de uma demanda global mais fraca neste ano e de um aumento nos estoques de petróleo dos EUA.
No Golfo Pérsico, Irã e Estados Unidos continuam em um impasse quanto aos esforços para chegar a um acordo que ponha fim de forma definitiva à guerra, segundo uma fonte iraniana sênior, que afirmou não ter havido avanço nas negociações para reativar o acordo provisório firmado em junho e definir um prazo para sua implementação.
O índice do dólar, que mede o dólar contra uma cesta de seis moedas, reduziu as perdas após a divulgação dos dados de inflação nos EUA e era negociado praticamente estável.
Na cena nacional, o IBGE informou mais cedo que o setor de varejo do Brasil encerrou o segundo trimestre com aumento das vendas maior do que o esperado em junho, de 0,5%, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior.
À tarde as atenções devem se voltar para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participa às 14h30 da abertura do evento "30 anos de atuação do FGC", promovido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), em São Paulo.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.
Já as taxas dos DIs apresentavam leve ganho nesta quinta de manhã.
A taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,94%, ante ajuste de 13,921% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 avançava a 14,565%, ante o ajuste de 14,554%.