O dólar iniciou a quarta-feira próximo da estabilidade ante o real, no primeiro dia de cobrança pelos EUA da tarifa de 25% sobre um conjunto de produtos brasileiros, enquanto no exterior a moeda norte-americana tem sinais mistos ante as demais divisas.
Às 9h38, o dólar à vista tinha variação positiva de 0,10%, aos R$5,0790 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para agosto -- o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,05%, aos R$5,0905.
A nova tarifa comercial de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros começa a ser cobrada nesta quarta-feira, podendo impactar o fluxo de dólares para o Brasil, mas o governo brasileiro tem sido cauteloso ao tratar do assunto.
Em entrevista à rádio Bandeirantes FM, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou nesta manhã que reciprocidade não é vingança e que ela será adotada pelo governo quando considerar que é adequado.
No exterior, as atenções seguem voltadas para o Oriente Médio, onde o transporte de petróleo e gás segue travado pela guerra entre EUA e Irã. Além do bloqueio no Estreito de Ormuz, principal passagem para o petróleo e gás, ações dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, estão prejudicando o transporte no Mar Vermelho.
Em reação, o petróleo Brent tem alta firme nesta manhã, aproximando-se dos US$95 o barril.
Nos mercados de moedas, esse cenário se traduz na leve alta do dólar ante divisas como a rupia indiana, o peso colombiano, o sol peruano e o real, mas por outro lado a moeda norte-americana tinha ganho leve ante o peso mexicano e o rand sul-africano.
Às 9h33, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,08%, a 101,090.
O dólar à vista encerrou a sessão de terça-feira no Brasil com baixa de 0,31%, aos R$5,0737.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.
(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)