Dólar acompanha exterior e tem leve queda ante o real

8 jun 2026 - 09h31
(atualizado às 09h49)

Após ‌o avanço firme de sexta-feira, o dólar sustenta nesta segunda-feira leve queda ante o real, acompanhando o sinal negativo da moeda norte-americana no exterior, ainda que a guerra no Oriente Médio tenha voltado a se intensificar.

Às 9h41, o dólar à ⁠vista cedia 0,22%, aos R$5,1441 na venda.

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Na B3, o contrato ‌de dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- recuava 0,42%, aos R$5,1780.

Na sexta-feira, a moeda ‌norte-americana à vista fechou com alta ‌de 1,76%, aos R$5,1555, após dados robustos do mercado ⁠de trabalho norte-americano elevarem as apostas de que o Federal Reserve subirá juros ainda este ano.

Nesta segunda-feira, o foco se volta novamente para o Oriente Médio, após Israel e Irã voltarem a se atacar. Enquanto Israel atingiu uma usina petroquímica ‌no sudoeste iraniano e alvos em outras localidades, o Irã ‌atacou com mísseis uma ⁠instalação na ⁠cidade israelense de Haifa.

Nesta manhã, Teerã disse ter encerrado as operações contra ⁠Israel, mas alertou que ações ‌mais severas podem ocorrer ‌caso continuem os ataques israelenses ao Líbano, onde está o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.

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Neste cenário, o petróleo Brent voltou a subir nesta segunda-feira, para perto dos US$95 ⁠o barril, mas o dólar sustentava perdas ante a maior parte das demais divisas, incluindo moedas de países emergentes como o rand sul-africano, o peso mexicano, o peso chileno e o real.

No boletim ‌Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a projeção mediana dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ⁠ano passou de R$5,16 para R$5,15. Já a taxa básica Selic projetada para 2026 passou de 13,25% para 13,50%, enquanto a expectativa para o fim de 2027 foi de 11,25% para 11,50%.

Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

(Edição de Isabel Versiani)

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