A dívida pública federal subiu 0,97% em setembro, atingindo R$ 9,383 trilhões, impulsionada pelos gastos com juros que somaram R$ 89,29 bilhões na dívida interna. O custo médio do estoque acumulado em 12 meses avançou para 12,63% ao ano, em meio à maior aversão global ao risco gerada pelos juros altos nos EUA e conflitos internacionais. Já a participação dos títulos atrelados à Selic recuou para 51,6% do total, mantendo-se dentro da meta prevista pelo Tesouro Nacional para o encerramento do ano.
A dívida pública federal do Brasil teve variação positiva de 0,97% em setembro ante agosto, para R$9,383 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, com o endividamento sob pressão dos gastos do governo com juros.
No período, a dívida pública mobiliária federal interna somou R$9,037 trilhões, com variação positiva de 1,04%, enquanto a dívida pública federal externa atingiu R$345,41 bilhões, com recuo de 0,82% no mês.
A elevação da dívida pública interna no mês foi fruto de uma apropriação de juros de R$89,29 bilhões e uma emissão líquida de títulos no valor de R$3,78 bilhões.
O Tesouro destacou que foi observada no mês de setembro maior aversão ao risco diante do aperto monetário nos Estados Unidos, da elevação de taxas de juros de títulos públicos em economias avançadas e do conflito no Oriente Médio.
O mês imediatamente anterior às eleições presidenciais no Brasil apresentou queda nos juros futuros, com o Tesouro destacando corte na taxa Selic e sinais de desaceleração da atividade.
Segundo as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma alta no mês passado, indo de 12,59% ao ano em agosto para 12,63% ao ano.
O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna teve leve recuo, passando de 13,96% ao ano em agosto para 13,89% no mês passado.
Em relação à composição da dívida pública federal, a participação dos títulos indexados à Selic, mais buscados por investidores em momentos de volatilidade no mercado, recuou a 51,6% do total, contra 52,7% em agosto. O plano de financiamento do Tesouro prevê que esses papéis responderão por 49% a 53% do estoque neste ano, após o governo ter elevado esse alvo diante de um cenário de incerteza e volatilidade com a guerra no Irã.