Oferecimento

Déficit comercial dos EUA diminui em setembro; importações atingem máxima recorde

4 nov 2026 - 11h10
Resumo
O déficit comercial dos EUA caiu 0,7% em setembro, para US$ 105 bilhões, ficando abaixo do previsto pelo mercado, apesar das tarifas do presidente Donald Trump. Mesmo com o recuo, impulsionadas pelo consumo forte e aportes em inteligência artificial, as importações atingiram o recorde de US$ 426,6 bilhões, pesando sobre o PIB do terceiro trimestre, que cresceu a uma taxa anualizada de 3,4%. O comércio exterior segue sem contribuir para o crescimento econômico americano há quatro trimestres.

O déficit ‌comercial dos Estados Unidos diminuiu ligeiramente em setembro, mesmo com a forte demanda interna impulsionando as importações a um pico recorde.

O déficit comercial recuou 0,7%, para ⁠US$105,0 bilhões, informaram nesta quarta-feira o ‌Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio e o Census ‌Bureau. Economistas consultados pela ‌Reuters previam um déficit de US$108,0 ⁠bilhões.

Publicidade

O déficit comercial permanece elevado apesar das tarifas agressivas do presidente Donald Trump. O governo estimou na semana passada que as importações reduziram em 2,64 ‌pontos percentuais o crescimento do Produto ‌Interno Bruto (PIB) no ⁠terceiro ⁠trimestre, o maior impacto desde o primeiro trimestre ⁠de 2025, ‌quando as empresas ‌anteciparam pedidos após as tarifas abrangentes impostas por Trump.

A economia cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no ⁠trimestre de julho a setembro, informou o governo em sua estimativa preliminar do PIB na semana passada. O comércio não ‌contribui para o crescimento do PIB há quatro trimestres consecutivos. Os gastos resilientes ⁠dos consumidores e um frenesi de investimentos em inteligência artificial são responsáveis pela força da demanda interna.

As importações aumentaram 1,2% em setembro, para US$426,6 bilhões, um recorde histórico. As importações de bens subiram 1,3%, atingindo um recorde de US$346,9 bilhões. As exportações avançaram 1,9%, para US$321,5 bilhões. As exportações de bens aumentaram 2,5%, para US$211,0 bilhões.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações