Após construir do zero um ecossistema multissetorial avaliado em mais de R$ 1 bilhão, com negócios em telecomunicações, energia e fitness, o empresário Willian Rezende estreia no mercado de moda masculina ao se tornar sócio da Cuor di Leone. A marca de alfaiataria, fundada há 15 anos e com quase 2 milhões de seguidores, une estilo italiano ao gosto brasileiro. Com a nova sociedade, Rezende visa estruturar e acelerar a expansão nacional da empresa, aliando governança à força de sua comunidade.
Ao longo dos últimos anos, participou da construção de negócios em telecomunicações, tecnologia, energia, mobilidade elétrica, rastreamento veicular e fitness, formando um ecossistema empresarial que hoje ultrapassa R$ 1 bilhão em valor agregado.
Sua trajetória, no entanto, começou muito antes das grandes operações.
800. O recurso marcou o início de sua primeira iniciativa empreendedora.
Sem investidores, estrutura ou capital relevante, os primeiros anos foram vividos na operação: atendimento ao cliente, vendas, treinamento de equipes e construção dos negócios praticamente a partir do zero.
"Hoje participo de decisões estratégicas e investimentos, mas foi a operação que me ensinou a construir. Quem não conhece a base dificilmente consegue sustentar o crescimento."
Com o passar dos anos, essa experiência evoluiu para uma visão mais ampla: identificar negócios com potencial de crescimento, conectar pessoas competentes e participar da construção de empresas capazes de atravessar diferentes ciclos econômicos.
Foi assim que Willian se tornou sócio da Allrede Telecom, operação presente em mais de 70 cidades, com mais de 200 mil clientes residenciais e milhares de empresas atendidas, além de passar a participar de negócios ligados a energia, mobilidade elétrica, proteção veicular e da rede internacional de academias World Gym.
Mas um dos capítulos mais recentes de sua trajetória acontece em um setor até então novo em seu portfólio: a moda masculina.
Willian passou a integrar a sociedade da Cuor di Leone, marca de alfaiataria masculina criada há 15 anos pelos irmãos Hudh e Kaieh e que hoje reúne aproximadamente 2 milhões de seguidores nas redes sociais, consolidando-se como a alfaiataria masculina mais seguida do Brasil.
Apesar da força digital, a empresa ainda se encontra diante de um enorme espaço para expansão nacional.
Ao longo de sua história, a Cuor di Leone construiu muito mais do que uma operação de vestuário. Criou uma identidade própria.
Inspirada na tradição da alfaiataria italiana, mas desenvolvida para o estilo, o clima e o comportamento do homem brasileiro, a marca construiu uma linguagem que combina alfaiataria, elegância contemporânea e peças casuais.
Essa identidade também aparece na forma como a própria empresa se relaciona com sua comunidade.
Os clientes são chamados de "leões".
O conceito nasceu da percepção de que grande parte das pessoas que vestem a marca ocupa posições de influência em seus próprios ambientes: empresários, advogados, executivos, profissionais liberais e líderes de diferentes segmentos.
Mais do que vender roupas, a Cuor di Leone passou a construir uma espécie de comunidade em torno de liderança, presença e identidade.
Ao longo dos anos, essa percepção também foi fortalecida pela presença da marca entre grandes empresários e personalidades conhecidas nacionalmente, que passaram a utilizar seus ternos e peças casuais.
Para Willian, foi justamente essa combinação entre produto, comunidade e identidade que tornou a oportunidade especialmente interessante.
"Quando conheci a Cuor di Leone mais profundamente, percebi que ali existia algo que dinheiro nenhum consegue criar rapidamente. Você pode construir uma loja, comprar estoque ou investir em marketing. Mas não consegue comprar 15 anos de história, confiança e uma comunidade de milhões de pessoas. Isso precisa ser construído."
A entrada de um novo sócio representa o início de uma nova fase para a companhia.
Depois de 15 anos desenvolvendo produto, marca e relacionamento com seus clientes, os fundadores passam a contar com um parceiro voltado para estruturação, expansão e crescimento da operação.
O objetivo é transformar uma marca extremamente forte em seu mercado de origem em uma companhia com presença cada vez mais relevante em todo o Brasil.
"Hudh e Kaieh construíram algo extraordinário. Meu papel não é mudar a essência da Cuor di Leone. É ajudar a criar estrutura para que essa essência consiga chegar a muito mais pessoas."
A operação também representa uma evolução na própria forma como Willian passou a enxergar investimentos.
Depois de anos construindo empresas, ele passou a olhar com atenção para negócios que já possuem fundadores fortes, produto validado, comunidade e identidade, mas que podem iniciar um novo ciclo com capital, governança, estratégia e capacidade de expansão.
"Eu acredito cada vez mais em encontrar pessoas extraordinárias que já construíram algo extraordinário e ajudá-las a ir para o próximo nível."
Apesar de atuar hoje em setores completamente diferentes, Willian afirma que existe um elemento comum em praticamente todos os seus investimentos: pessoas.
"A maior parte dos movimentos que vivi só aconteceu porque existiam sócios, lideranças e colaboradores comprometidos com o mesmo objetivo. Nenhum negócio relevante cresce sozinho."
Da apólice de R$ 4.800, passando pelos primeiros anos na operação, até a participação em um ecossistema empresarial superior a R$ 1 bilhão, sua trajetória foi marcada pela construção de negócios em mercados que, à primeira vista, pouco têm em comum.
Telecomunicações. Energia. Tecnologia. Mobilidade. Fitness.
Agora, também moda.
E talvez seja justamente aí que esteja a lógica por trás dessa trajetória.
Mais do que escolher setores, Willian Rezende passou a escolher pessoas, marcas e negócios que ainda possuem um próximo capítulo para construir.
A Cuor di Leone é o mais novo deles.