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Contas externas do Brasil têm maior déficit para julho em 7 anos

27 ago 2026 - 08h52
(atualizado às 10h23)
Resumo
O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 8,11 bilhões em julho, o pior resultado para o mês em sete anos e acima do esperado pelo mercado. Com isso, o saldo negativo acumulado em 12 meses atingiu 2,49% do PIB, refletindo uma deterioração generalizada das contas externas. O cenário negativo foi impulsionado pelo aumento nos rombos das contas de renda primária e serviços, pela redução no superávit comercial e por investimentos diretos abaixo das expectativas, a US$ 7,46 bilhões.

O ‌Brasil registrou déficit em transações correntes maior que o esperado em julho, informou o Banco Central nesta quinta-feira, alcançando o maior rombo para o mês em ⁠sete anos com as contas externas ‌se deteriorando de forma generalizada.

Em julho, o déficit em transações correntes atingiu ‌US$8,11 bilhões, o maior ‌para o mês desde 2019, ⁠e o déficit acumulado em 12 meses foi equivalente a 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB).

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A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas apontava para um saldo ‌negativo de US$6,6 bilhões em julho. No ‌mesmo período ⁠do ⁠ano anterior houve déficit de US$6,938 bilhões

Um aumento do ⁠déficit ‌em conta corrente pode ‌pesar sobre a moeda de um país, pois reflete uma saída líquida de dólares.

No mês, os investimentos diretos ⁠no país alcançaram US$7,46 bilhões, abaixo dos US$7,92 bilhões projetados na pesquisa e contra US$8,402 bilhões em julho de 2025.

No ‌mês, a conta de renda primária ficou negativa em US$9,395 bilhões, ante rombo de ⁠US$8,957 bilhões no mesmo período do ano anterior.

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Em julho, a balança comercial teve superávit de US$6,152 bilhões, contra US$6,390 bilhões no mesmo mês de 2025.

Já o rombo na conta de serviços ficou em US$5,271 bilhões, contra déficit de US$4,810 bilhões em julho do ano anterior.

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