O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 8,11 bilhões em julho, o pior resultado para o mês em sete anos e acima do esperado pelo mercado. Com isso, o saldo negativo acumulado em 12 meses atingiu 2,49% do PIB, refletindo uma deterioração generalizada das contas externas. O cenário negativo foi impulsionado pelo aumento nos rombos das contas de renda primária e serviços, pela redução no superávit comercial e por investimentos diretos abaixo das expectativas, a US$ 7,46 bilhões.
O Brasil registrou déficit em transações correntes maior que o esperado em julho, informou o Banco Central nesta quinta-feira, alcançando o maior rombo para o mês em sete anos com as contas externas se deteriorando de forma generalizada.
Em julho, o déficit em transações correntes atingiu US$8,11 bilhões, o maior para o mês desde 2019, e o déficit acumulado em 12 meses foi equivalente a 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB).
A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas apontava para um saldo negativo de US$6,6 bilhões em julho. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$6,938 bilhões
Um aumento do déficit em conta corrente pode pesar sobre a moeda de um país, pois reflete uma saída líquida de dólares.
No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$7,46 bilhões, abaixo dos US$7,92 bilhões projetados na pesquisa e contra US$8,402 bilhões em julho de 2025.
No mês, a conta de renda primária ficou negativa em US$9,395 bilhões, ante rombo de US$8,957 bilhões no mesmo período do ano anterior.
Em julho, a balança comercial teve superávit de US$6,152 bilhões, contra US$6,390 bilhões no mesmo mês de 2025.
Já o rombo na conta de serviços ficou em US$5,271 bilhões, contra déficit de US$4,810 bilhões em julho do ano anterior.