Como uma fraude imobiliária com uso do Gov.br causou prejuízo milionário em praia de luxo de SC

Polícia desarticulou grupo que negociou cinco propriedades adquiridas de forma criminosa na praia de Jurerê Internacional, bairro nobre de Florianópolis; veja como se proteger de golpe

16 jun 2026 - 16h16

Uma fraude envolvendo a invasão digital de uma conta no portal Gov.br, plataforma do governo federal que reúne serviços públicos, e a negociação de propriedades de luxo adquiridas de forma criminosa na praia de Jurerê Internacional, bairro nobre de Florianópolis, causou um prejuízo estimado pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) em R$ 12 milhões.

Segundo as investigações, o grupo de criminosos teve acesso ao login Gov.br da vítima e, por meio da ferramenta de assinatura digital, incluiu o proprietário do terreno como sócio de uma empresa transportadora sediada no Ceará (CE). Depois disso, o terreno foi integralizado ao capital social da companhia e vendido rapidamente a terceiros por valores abaixo do preço de mercado. Os investigadores identificaram que o grupo negociou, ao todo, cinco propriedades de luxo.

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A PCSC desarticulou a associação criminosa após cumprir 18 mandados de busca e apreensão domiciliar e dez de prisão temporária em sete municípios.

  • Ative o Segundo Fator de Autenticação (2FA);

Disponível nas contas prata e ouro, a medida exige um código extra (token) gerado no aplicativo para completar o login, o que garante uma camada adicional de segurança além da senha.

  • Redobre o cuidado com links e mensagens suspeitas.

O especialista também sugere que o próprio governo pode adotar estratégias para reforçar a segurança do Gov.br.

"Uma selfie com prova de vida para garantir que a pessoa está ali no momento da assinatura do contrato, por exemplo. Os bancos já adicionam essas camadas de segurança", diz Tatara. "Cartórios e juntas comerciais também poderiam criar mais critérios para este tipo de transação".

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Segundo o MGI, não há registros de invasões ou de vazamentos na plataforma Gov.br. "A plataforma possui diversas tecnologias e processos de monitoramento diários que permitem a segurança dos ambientes tecnológicos, garantindo a prestação dos serviços e a privacidade dos usuários. Além disso, a assinatura Gov.br não pode ser utilizada nos atos de transferência e de registro de bens imóveis, segundo a legislação", disse a instituição.

Para evitar os chamados golpes de engenharia social, o ministério sugere as seguintes medidas de segurança e prevenção:

  • Sigilo de senha: trate sua senha do Gov.br com o mesmo rigor de uma senha bancária; nunca a compartilhe com terceiros;
  • Conta nível ouro: aumente o nível da sua conta para ouro para habilitar a biometria facial (integrada aos dados da CIN e da Justiça Federal), o que torna a identidade mais segura contra fraudes;
  • Verificação em duas etapas: ative essa funcionalidade para criar uma camada extra de proteção contra ataques de phishing;
  • Gestão de Dispositivos: utilize a ferramenta para monitorar quais aparelhos e localizações acessaram sua conta recentemente;
  • Verifique o endereço do site (URL) antes de inserir os seus dados; os portais oficiais do governo federal estão hospedados no Gov.br.

Em caso de suspeita de fraude, o ministério recomenda que a vítima registre um Boletim de Ocorrência (BO).

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