CMN autoriza flexibilização de uso dos recursos do fundo de aviação

26 fev 2026 - 18h25
(atualizado às 19h01)

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou ‌nesta quinta-feira novos termos para uso do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), ampliando o percentual de recursos que pode ser utilizado para aquisição de aeronaves novas de fabricação nacional, além de motores, informaram o Banco Central e o Ministério da Fazenda.

Com isso, o limite financiável ⁠para compra de aviões nacionais novos com dinheiro do fundo passou ‌de 10% para 30% do valor da aeronave.

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Na semana passada, a Reuters publicou que o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa ‌Filho, tinha pedido ao Ministério da Fazenda ‌a flexibilização das regras de empréstimos às aéreas. O pedido ⁠incluiu a elevação do percentual financiável com recursos do fundo.

O CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e composto pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.

"As alterações aprovadas pelo CMN têm como objetivo tornar ‌as linhas de crédito mais aderentes à realidade operacional das empresas aéreas, ‌sem ampliar subsídios ⁠ou alterar as ⁠condições financeiras dos financiamentos", afirmou o Ministério da Fazenda em comunicado à imprensa.

Segundo ⁠a pasta, com o aumento do ‌percentual financiável, o governo ‌espera evitar custos adicionais e atrasos na utilização da frota pelo setor aéreo, uma vez que a flexibilização incluiu recursos para peças e componentes, como também capacitação e treinamento de tripulações.

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Os recursos ⁠dos financiamentos pelo fundo também poderão ser usados para contratação de garantias contratuais "sem transferir risco de crédito ao Fnac, que permanece integralmente alocado às instituições financeiras operadoras", afirmou o ministério.

A flexibilização também permite corte, de 30% para 15%, ‌na exigência atual de incremento de voos nas regiões Nordeste e da Amazônia Legal. A alternativa, assegurar que ao menos 20% das ⁠decolagens anuais tenham origem e destino nessas regiões foi também cortada, para 17,5%. Além disso, o prazo para cumprimento foi ampliado para 24 meses.

Segundo o ministério, as metas de voos no Nordeste e Amazônia Legal foram "ajustadas para refletir melhor a dinâmica do setor".

A Fazenda afirmou ainda que o CMN autorizou "aperfeiçoamentos" nas contrapartidas exigidas das companhias que recorrerem ao Fnac.

"As restrições relativas à distribuição de dividendos e ao pagamento de bônus à alta administração passam a incidir apenas sobre linhas específicas, como as voltadas ao Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e à infraestrutura logística, deixando de se aplicar às demais modalidades de financiamento."

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