O Ministério do Comércio da China mudou sua postura nesta quinta-feira, aceitando que os fabricantes chineses de veículos elétricos possam negociar independentemente com a União Europeia, depois que a Volkswagen garantiu uma suspensão tarifária para um de seus modelos SUV fabricados na China.
A Comissão Europeia, que supervisiona a política comercial do bloco de 27 países, aprovou esta semana um pedido da marca Cupra, da gigante automotiva alemã, para isentar o SUV cupê Tavascan de tarifas de importação em troca de um preço mínimo acordado e uma cota de vendas — a primeira isenção desde a adoção das tarifas em 2024.
Pequim reabriu as negociações com Bruxelas em dezembro passado e instou o bloco a não se envolver em negociações separadas com fabricantes chineses, apesar das regras da UE permitirem que as montadoras solicitem isenções tarifárias para modelos elétricos específicos fabricados na China.
"Espera-se que mais empresas chinesas cheguem a acordos com o lado europeu sobre compromissos de preços", disse He Yadong, porta-voz do Ministério do Comércio chinês, em uma coletiva de imprensa regular.
A China está disposta a manter a comunicação com a UE e "ambos os lados apoiam os fabricantes chineses de veículos elétricos a fazer bom uso dos compromissos de preço", acrescentou.
Analistas saudaram o acordo da Volkswagen, mas observaram que as aprovações para outras montadoras provavelmente levarão tempo, pois parecem ser tratadas modelo por modelo.
O Tavascan, totalmente elétrico, estava sujeito a uma tarifa adicional de 20,7%, além da taxa existente de 10%.