As ações da empresa brasileira de software corporativo Totvs subiram no início dos negócios nesta quinta-feira, mas acabaram perdendo fôlego e recuavam mais de 1% um dia após a companhia divulgar resultados de quarto trimestre e anunciar o maior programa de recompra de ações de sua história.
A empresa divulgou na noite da véspera alta de 14% no lucro líquido ajustado dos três últimos meses de 2025 sobre um ano antes, atingindo R$258 milhões, e um resultado operacional medido pelo Ebitda, também ajustado, 24% maior e praticamente dentro do esperado pelo mercado.
Junto com os resultados, a Totvs apresentou um novo programa de recompra, envolvendo até 20 milhões de ações até 12 de fevereiro de 2027.
"A gente nunca anunciou um programa dessa magnitude", disse o presidente da Totvs, Dennis Herszkowicz, em entrevista à Reuters.
As ações da Totvs acumulam queda de mais de 9% desde o início do ano.
"Sim, nós estamos dando uma resposta, nesse caso, direta a essa queda injustificada na nossa visão", disse o executivo sobre o programa de recompra.
Herszkowicz disse que os resultados passados da companhia refletem o que os investidores podem esperar daqui para frente. A Totvs historicamente mantém receitas recorrentes estáveis, com uma taxa de retenção de clientes de quase 99% a cada trimestre.
Portanto, acrescentou, o desempenho passado serve como um indicador confiável do desempenho futuro. "É como se eu tivesse colocando o tempo todo um tijolo em cima do outro."
A Totvs também anunciou esta semana o lançamento da LYNN, a primeira "fundação de inteligência artificial business-to-business do Brasil", que, segundo a companhia, elevará sua capacidade de desenvolver agentes de IA altamente especializados.
Herszkowicz também disse que a Totvs espera dar continuidade à estratégia de fusões e aquisições em 2026, potencialmente buscando tanto negócios grandes quanto pequenos.
Em meados de 2025, a empresa anunciou a compra da produtora de software Linx, da Stone Co, por cerca de R$3 bilhões, visando fortalecer sua posição no segmento de varejo.
"M&As (fusões e aquisições) estão no nosso DNA", disse Herszkowicz.