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Casas Bahia espera 2027 pior que 2026, diz presidente

17 ago 2026 - 15h11
(atualizado às 15h25)

A Casas Bahia está trabalhando ‌com um cenário para 2027 mais difícil do que este ano, e o plano de fechamento de quase 300 lojas foi organizado com base nessa visão, em que se espera piora nas condições de crédito do consumidor, disse o presidente-executivo da varejista, Renato Franklin, ⁠nesta segunda-feira.

"Não trabalhamos com melhora no cenário macro. Consideramos que 2027 ‌será pior que 2026", disse o executivo durante conferência com analistas, um dia após a companhia se tornar mais uma do ‌setor a pedir recuperação judicial.

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"O endividamento vai ‌continuar e algumas alavancas que deram fôlego para o consumo ⁠este ano vão criar um passivo no futuro, o que pode gerar uma deterioração do cenário de crédito", acrescentou o executivo, citando que a Casas Bahia está cada vez mais restritiva na concessão de financiamentos aos consumidores.

A companhia anunciou no final de semana pedido ‌de recuperação judicial junto com fechamento de cerca de 30% de ‌seu parque de lojas, ⁠ou 298 unidades.

Segundo ⁠Franklin, os fechamentos foram feitos em "onda única", já considerando uma possível deterioração do ⁠mercado no próximo ano e ‌para "não gerar ansiedade por ‌mais ajustes". O executivo afirmou que com os fechamentos, a rede eliminou "todas as lojas que estavam na UTI".

Questionado sobre as parcerias da Casas Bahia com empresas de marketplace, Franklin citou que ⁠a rede vai se concentrar em priorizar margens de lucro nos canais online e reduzir volume de vendas não rentáveis.

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Ele afirmou durante a conferência que os marketplaces são "viabilizadores desse ajuste que estamos fazendo no mercado digital".

No ano passado, ‌a Casas Bahia acertou uma parceria com o Mercado Livre para reforçar sua operação online.

Analistas do Citi afirmaram em relatório a ⁠clientes que o pedido de recuperação da Casas Bahia é marginalmente negativo para o Mercado Livre e que uma alternativa para suprir a empresa no segmento de eletroeletrônicos poderia ser uma "futura parceria com o Magazine Luiza, que atualmente mantém um acordo comercial semelhante com a Amazon".

Apesar disso, segundo os analistas, o Mercado Livre poderá se beneficiar de um cenário de melhor negociação com fornecedores.

Além do pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, a Lojas Marabraz anunciou nesta segunda-feira que ingressou no fim de semana com medida semelhante na Justiça em São Paulo em meio a dívidas de R$140 milhões.

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