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Casas Bahia (BHIA3) pede recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões

17 ago 2026 - 11h43
Casas Bahia (BHIA3)
Casas Bahia (BHIA3)
Foto: Suno

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou neste domingo (16) que protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida busca reorganizar as finanças do grupo e reestruturar o endividamento.

De acordo com a petição, o passivo total da Casas Bahia soma R$ 17,3 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 16,4 bilhões correspondem a dívidas com credores quirografários, R$ 754 milhões são débitos trabalhistas e R$ 154 milhões estão relacionados a micro e pequenas empresas.

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O processo abrange o Grupo Casas Bahia e outras nove empresas do conglomerado, entre elas a Cnova, a Indústria de Móveis Bartira, a Casas Bahia Tecnologia e companhias de logística do grupo, como a ASAP Log e a Cntlog Express.

Segundo a empresa, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e teve o aval do acionista controlador. O pedido foi apresentado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.

A Casas Bahia afirmou que pretende manter o funcionamento normal das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, sem interrupções relevantes no atendimento aos clientes durante o processo.

O plano de reestruturação prevê uma revisão da estrutura operacional, com foco em negócios de maior rentabilidade e margem, além do reperfilamento e alongamento das dívidas financeiras e operacionais do grupo.

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Nova tentativa de reorganização das dívidas da Casas Bahia (BHIA3)

Este não é o primeiro movimento da Casas Bahia para equacionar suas finanças. Em 2024, a companhia já havia realizado uma recuperação extrajudicial, renegociando cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.

Na ocasião, a expectativa da empresa era de que a renegociação, combinada à redução dos custos financeiros e à retomada do consumo, fosse suficiente para estabilizar as contas. Segundo a própria companhia, o cenário econômico continuou se deteriorando nos períodos seguintes.

Desta vez, o pedido de recuperação veio na sequência da divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026, no mesmo fim de semana. A companhia registrou prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho. Do total, R$ 9,1 bilhões correspondem a ajustes contábeis extraordinários e despesas ligadas ao plano de reestruturação, sem impacto imediato no caixa da empresa.

O resultado também refletiu o plano de redimensionamento da operação anunciado pela companhia, que incluiu o fechamento de 298 lojas para lidar com o momento mais desafiador do setor. Na ocasião, a Casas Bahia já havia sinalizado que não descartava um novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial.

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