A carteira de concessões rodoviárias para 2027 prevê 11 leilões, cobrindo 4,5 mil km e R$ 102,6 bilhões em investimentos, divididos entre obras e manutenção. O plano inclui nove projetos novos e duas renegociações contratuais, distribuídos de junho a dezembro. Seis certames foram adiados de 2026. A meta do governo é atingir 24,4 mil km concedidos até o fim de 2027, o que representará 36,6% da malha federal, além de avaliar a antecipação de outros estudos, como a PPP da BR-319.
A carteira de concessões rodoviárias federais de 2027 terá 11 leilões, que somam 4,5 mil quilômetros de estradas e R$ 102,6 bilhões em investimentos ao longo dos contratos, de acordo com o ministro dos Transportes, George Santoro. Do total, R$ 54,9 bilhões são para obras e R$ 47,8 bilhões para operação e manutenção. Os contratos preveem 569 km de duplicação e 550 km de faixas adicionais.
Nove leilões são projetos novos, com 3.721 km e R$ 86,2 bilhões em investimentos. Os outros dois são renegociações de contratos já existentes: a Transbrasiliana (BR-153/SP) e a Planalto Sul (BR-116/PR/SC), que somam 734 km e R$ 16,5 bilhões.
O calendário começa em junho, com os leilões da Rota Integração do Sul (BR-116/158/290/392/RS) e da Rota Portuária do Sul (BR-116/392/RS). Em julho, estão previstos dois lotes de rodovias de Santa Catarina (Vale do Itajaí e Meio-Oeste). Em setembro, vai a leilão a Rota do Café (BR-393/RJ).
Em outubro, a Transbrasiliana e a Rota Portuária Itaqui (BR-135/316/MA). Em novembro, o lote Norte Catarinense (BR-280/SC) e a Planalto Sul. Fecham o ano, em dezembro, a Rota do Açu (BR-356/RJ) e a Rota Centro-Sul Baiano (BR-101/BA).
Seis dos 11 projetos já constavam da carteira de 2026 e foram postergados para o ano que vem. Com a nova leva, o governo prevê chegar ao fim de 2027 com cerca de 24,4 mil km de rodovias federais concedidas, ou 36,6% da malha, ante 31% previstos para o fim de 2026.
Para depois de 2027, há 27 estudos contratados. Três deles podem ser antecipados para a carteira do ano que vem, entre eles a BR-319, que liga Porto Velho a Manaus e, segundo Santoro, será feita como parceria público-privada (PPP), e não como concessão.