Capacidade da indústria de soja do Brasil cresce 13% e investimento mapeado soma R$7,65 bi

6 out 2026 - 06h19
Resumo
A indústria brasileira de soja aumentou sua capacidade de processamento em 13,1% em 2026, atingindo 86,4 milhões de toneladas anuais, impulsionada pela alta demanda por farelo e óleo para biodiesel. Segundo a Abiove, o setor conta com 148 plantas ativas e prevê R$ 7,65 bilhões em investimentos para adicionar 7,4 milhões de toneladas/ano à capacidade. O Centro-Oeste concentra 42,9% do processamento nacional, liderado por Mato Grosso, com 21,6% do total.

A indústria de soja ‌do Brasil registrou aumento de 13,1% na capacidade de processamento em 2026 em relação ao ano anterior, com o setor se beneficiando da demanda por farelo e óleo, de acordo com pesquisa anual da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), divulgada nesta ⁠terça-feira.

A capacidade do setor cresceu para 86,4 milhões de toneladas ‌de soja ao ano, o que excede o processamento projetado para 2026, estimado em recorde de 63,5 milhões de toneladas, ‌segundo dados da associação, que reúne empresas ‌como ADM, Bunge e Cargill, entre outras.

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"O salto expressivo ⁠de mais de 13% reflete a resposta da indústria para atender ao aumento da demanda por farelo e óleo, este último impulsionado pelo biodiesel", disse o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

No Brasil, o óleo de soja ‌responde pela maior parte da matéria-prima utilizada para a fabricação de ‌biodiesel. O país é ⁠também o segundo ⁠exportador global de farelo de soja, produto que também tem forte demanda ⁠interna como ingrediente para a ‌ração utilizada pela cadeia ‌de carnes.

A demanda firme seguirá impulsionando o crescimento da capacidade no Brasil, indicou a Abiove, que mapeou investimentos já anunciados de cerca de R$7,65 bilhões no país. Esses projetos ⁠de expansão e de novas unidades com possibilidade de entrar em operação em um período de 12 meses devem elevar adicionalmente a capacidade em 7,4 milhões de toneladas/ano, segundo a associação.

"O volume expressivo de recursos previstos ‌é a prova da visão de longo prazo da indústria no país. Além de modernizar a infraestrutura e elevar a oferta ⁠de produtos de alto valor agregado, esse ciclo de expansão traz um impacto social direto, gerando milhares de oportunidades de trabalho e fomentando a economia regional", disse Amaral.

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Na pesquisa de 2026, a Abiove apontou ainda que o total de plantas ativas cresceu de 131 em 2025 para 148, enquanto as unidades paradas caíram de 12 para 6.

O setor registrou ainda três plantas em construção, ante seis no último levantamento.

O Centro-Oeste segue como destaque, sendo responsável por 42,9% da capacidade nacional de processamento, enquanto o Mato Grosso lidera entre os Estados, respondendo por 21,6% do total.

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