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Brasil usará reciprocidade na hora adequada e apoiará setores afetados por tarifas, diz Alckmin

16 jul 2026 - 17h17
(atualizado em 17/7/2026 às 17h51)

O governo brasileiro ‌saberá como implementar no momento adequado a Lei de Reciprocidade para responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, e terá um programa de apoio aos setores afetados do ⁠país, disse nesta quinta-feira o vice-presidente da República, ‌Geraldo Alckmin.

Em entrevista coletiva convocada pelo governo para responder às tarifas anunciadas de madrugada ‌pelos EUA, Alckmin disse que ‌a medida do governo Trump é ⁠injusta e descabida, acrescentando que os argumentos apontados partem de uma base "totalmente falsa".

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também participou da entrevista ao lado de outros ministros, disse que o ‌governo reativará o programa Brasil Soberano para fornecer ‌apoio aos setores ⁠mais afetados ⁠pela nova tarifa, com a perspectiva de já adotar ⁠alguma iniciativa no ‌início de agosto.

Segundo ‌Durigan, o montante que será oferecido em suporte deverá ser inferior ao das outras edições do plano, uma vez que as exceções ⁠à nova taxação foram maiores, e será definido a partir de conversa com os setores mais afetados.

Em setembro do ano passado, com o lançamento do ‌Brasil Soberano, o governo liberou R$30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações para fornecer crédito mais ⁠barato e outros benefícios a setores afetados pelas tarifas dos EUA. A segunda edição do programa, anunciada em março e voltada também a setores afetados pela guerra no Oriente Médio, estabeleceu R$15 bilhões adicionais em linhas de crédito sob gestão do BNDES.   

Alckmin mencionou, na entrevista, que nos últimos 15 anos os EUA tiveram superávit de US$424 bilhões na relação comercial com o Brasil.

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