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Novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras aos EUA, ou US$ 7,4 bi, diz ministro

Márcio Elias Rosa afirmou que governo dará prioridade ao atendimento dos setores mais afetados pela medida, entre eles madeira, máquinas e equipamentos elétricos

16 jul 2026 - 17h53
(atualizado às 18h21)

BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira, 16, que a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos deverá atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano - o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os embarques registrados em 2024.

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Segundo ele, se considerada a pauta exportadora de 2025, a participação dos setores alcançados pela medida cai para 15% das vendas aos Estados Unidos, correspondendo a US$ 5,8 bilhões.

Márcio Elias Rosa afirmou que governo dará prioridade ao atendimento dos setores mais afetados pela medida, entre eles madeira, máquinas e equipamentos elétricos
Márcio Elias Rosa afirmou que governo dará prioridade ao atendimento dos setores mais afetados pela medida, entre eles madeira, máquinas e equipamentos elétricos
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão

"Nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações para os EUA atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões de dólares. Isso levando em conta o ano de 2024, antes, portanto, do início do tarifaço. Se considerarmos 2025, a participação desses setores atingidos por esse tarifaço indevido, 4,8% ou US$ 5,8 bilhões", disse, durante entrevista coletiva.

"Entra em vigor no dia 22 de julho e para os bens, as mercadorias que estão em trânsito, até o dia 29 de julho, aquilo que foi desembaraçado dia 29 de julho, até lá não tem a aplicação desses 25%", afirmou.

Setores mais afetados

O ministro afirmou que o governo federal dará prioridade ao atendimento dos setores mais afetados pela medida, entre eles madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.

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Márcio Elias disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o apoio a esses segmentos seja a principal prioridade do governo neste momento. Entre as ações previstas estão medidas de incentivo à diversificação de mercados para as empresas exportadoras.

O ministro afirmou que o governo federal não irá celebrar acordos que violem interesses econômicos e de soberania nacional, como consideram que fazem os apontamentos que os Estados Unidos fizeram para justificar a sobretaxa de 25% aos produtos brasileiros nos EUA.

"O governo brasileiro jamais celebrará hoje, ou qualquer data, qualquer tipo de acordo que possa representar a violação dos interesses do país e do setor produtivo das brasileiras e dos brasileiro", disse, durante entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Além de Márcio Elias, participam da coletiva o vice-presidente da República Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. A coletiva ocorre na sede do MDIC, em Brasília.

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O novo tarifaço

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, em comunicado publicado no fim da noite de quarta-feira, 15. A entrada em vigor da cobrança está programada para a próxima quarta-feira, 22.

A nova tarifa ocorre no âmbito da investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana. Os EUA acusam o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico - como o Pix -, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.

A publicação do USTR trouxe uma lista de mais de 2 mil itens isentos da tarifa de 25%, incluindo carne bovina, café, laranja, suco de laranja, partes para a fabricação de aviões, petróleo e celulose.

Outros produtos básicos brasileiros com peso relevante na inflação americana também foram deixados de fora da taxação, sob a justificativa de que "não são produzidos no país", o que fez com que a lista de exceções crescesse em comparação com a publicada de maneira preliminar em junho.

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