Brasil e Argentina reduzirão produtos de licenças não automáticas

9 dez 2009 - 20h54

A Comissão Bilateral de Comércio Brasil-Argentina afirmou nesta quarta-feira em São Paulo que vai agilizar os processos para aprovação das licenças não automáticas (LNA) de importação, aplicadas pelos países e se comprometeu em analisar uma redução da lista de produtos submetidos ao mecanismo.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) comunicou que as medidas tomadas na última reunião do ano da comissão dão continuidade aos compromissos estabelecidos em 18 de novembro, em Brasília, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Fernández de Kirchner, da Argentina.

No encontro, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), os representantes dos dois governos se "comprometeram em diminuir a quantidade de produtos submetidos ao mecanismo e o compromisso responde ao acordado pelos presidentes em 18 de novembro", apontou o comunicado.

Para controlar seu mercado, a Argentina aplica desde o ano passado licenças não automáticas às importações do Brasil, o que aumentou a demora no ingresso naquele país e despertou mal-estar nos empresários brasileiros, que pediram a seu governo medidas similares para os produtos argentinos.

Segundo o texto, a "Argentina também anunciou que renovará o acordo que possui com o Brasil para a importação de ônibus brasileiros".

O acordo venceria no final deste mês e, em resposta, o governo brasileiro comunicou que importará livre de impostos produtos industrializados, como automóveis argentinos, destinados para renovar a frota de táxis.

Foram debatidos ainda problemas pontuais expostos por empresas brasileiras, os setores industriais dos dois países e o comércio bilateral.

Uma nova reunião em Buenos Aires, com a participação do Comitê Automotivo, está prevista para fevereiro do próximo ano como parte de uma cúpula ministerial bilateral, a primeira das previstas para ocorrerem a cada 45 dias pelos presidentes Lula e Cristina.

As equipes técnicas que se reuniram em São Paulo foram lideradas pelo vice-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Ivan Ramalho, e pelo secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, e a delegação da Argentina foi presidida pelo secretário de Indústria da Nação, Eduardo Bianchi.

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Fonte: Invertia Invertia
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