O Banco Central Europeu precisa de evidências claras de que as pressões inflacionárias estão se consolidando para começar a aumentar as taxas de juros, disse o presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, nesta segunda-feira.
O BCE manteve os juros na quinta-feira como esperado, mas realizou uma discussão aprofundada sobre a alta dos custos dos empréstimos para enfrentar o aumento da inflação desencadeado pelo avanço dos preços da energia e indicou que um movimento pode ser feito já em junho.
Villeroy disse que qualquer aperto monetário dependerá, acima de tudo, de sinais de que a inflação está se espalhando para além de seus motores iniciais, particularmente por meio de pressões de preços subjacentes, evolução salarial e expectativas de inflação entre as famílias e as empresas.
Embora essas expectativas sejam mais difíceis de medir do que os indicadores do mercado financeiro, ele disse que a principal questão é se elas permanecem ancoradas no médio prazo, em torno de um horizonte de três anos.
"Antes de qualquer possível aperto, é necessário reunir uma quantidade crítica de dados", disse Villeroy em uma carta anual ao presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a situação da economia.
Villeroy, que deve deixar o cargo de presidente do banco central francês nas próximas semanas, advertiu que a política monetária deve permanecer prudente.