Indústria da zona do euro compraram matérias-primas em abril com queda do otimismo sobre guerra no Oriente Médio, mostra PMI

4 mai 2026 - 07h03

As indústrias da zona do euro ‌correram para acumular estoques de matérias-primas em abril em meio a temores de novas interrupções no fornecimento e custos mais altos ligados ao conflito no Oriente Médio, enquanto a confiança dos empresários caiu para o nível mais baixo desde o final de 2024, ⁠mostrou uma pesquisa nesta segunda-feira.

O resultado do Índice de Gerentes de ‌compras (PMI) da S&P Global para a indústria da zona do euro foi distorcido, pois os clientes também compraram imediatamente em vez ‌de esperar, devido aos temores de ‌mais aumentos de preços e às restrições de disponibilidade previstas. ⁠Os novos pedidos - um indicador importante da demanda - cresceram pela taxa mais rápida em quatro anos.

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No mês passado, o PMI do setor subiu para 52,2, de 51,6 em março, em linha com o dado preliminar. Leituras do PMI acima de 50,0 indicam crescimento ‌na atividade.

"A produção e as carteiras de pedidos estão sendo impulsionadas ‌pela formação de estoques ⁠de segurança, como ⁠resultado de preocupações generalizadas sobre a escassez de oferta e o aumento dos ⁠preços decorrentes da guerra no ‌Oriente Médio", disse Chris ‌Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

"Em vez disso, olhe para o índice de expectativas de produção futura da pesquisa para obter uma imagem mais verdadeira da situação ⁠econômica que está se desenvolvendo na zona do euro", acrescentou Williamson.

O índice de produção futura - um indicador de otimismo - caiu de 58,2 para 55,4, valor mais baixo em 17 meses.

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O crescimento na região já havia desacelerado para ‌0,1% no último trimestre, abaixo das expectativas de uma expansão de 0,2%.

Os custos para os fabricantes dispararam - o índice de preços ⁠de insumos saltou de 68,9 para 77,0 - enquanto as fábricas aumentaram os preços cobrados no ritmo mais rápido desde janeiro de 2023. A inflação subiu ainda mais no bloco no mês passado, mostraram dados oficiais na última quinta-feira, com o aumento dos custos de energia ampliando a justificativa para o aumento das taxas de juros.

O Banco Central Europeu manteve sua taxa de depósito em 2,00%, conforme esperado, na quinta-feira, mas sinalizou preocupações crescentes com o aumento da inflação, deixando os mercados na expectativa de que os juros sejam elevados várias vezes este ano, com um provável movimento inicial em junho.

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