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BC do Japão debateu riscos crescentes de alta dos preços mesmo após alta de juros em junho, mostra ata

5 ago 2026 - 08h19

As autoridades do Banco do Japão ‌debateram os crescentes riscos de alta dos preços, que provavelmente exigiriam mais aumentos na taxa de juros, mesmo tendo elevado os custos dos empréstimos ao maior nível em 31 anos em junho, segundo a ata da reunião divulgada nesta quarta-feira, destacando o foco cada vez maior do banco central na inflação generalizada.

Alguns membros da diretoria ⁠afirmaram que a inflação ao consumidor provavelmente receberá um impulso significativo no segundo semestre ‌do atual ano fiscal, já que as empresas planejam aumentos de preços para uma ampla gama de produtos, segundo a ata da reunião de junho.

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"Mesmo que ‌o conflito no Oriente Médio termine e os preços ‌do petróleo bruto caiam, a pressão inflacionária permanecerá, dados os altos custos ⁠de transporte e armazenamento associados à aquisição de fontes alternativas de abastecimento", afirmou um membro, segundo a ata.

O Banco do Japão elevou a taxa de juros para 1%, o maior nível em 31 anos, na reunião de junho, uma vez que os custos crescentes dos combustíveis decorrentes do conflito no Oriente Médio se somaram às ‌crescentes pressões inflacionárias devido ao iene fraco e ao mercado de trabalho apertado.

A ata ‌também revelou que dois membros ⁠defenderam aumentos mais rápidos ⁠dos juros para aproximar a taxa de política monetária do Banco do Japão dos níveis ⁠considerados neutros para a economia.

O debate destaca ‌a crescente atenção dentro da ‌diretoria às pressões generalizadas sobre os preços, o que reforça os argumentos a favor de outro aumento dos juros já em setembro.

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Os preços no atacado aceleraram em junho no ritmo mais rápido em mais de três anos, com o ⁠índice de preços ao produtor subindo 7,1%. Analistas preveem que tais pressões sobre os preços elevem o núcleo da inflação ao consumidor, que permaneceu abaixo da meta de 2% em junho em grande parte devido ao efeito dos subsídios governamentais.

A maioria dos membros afirmou que o repasse ‌dos preços elevados do petróleo avançou em um ritmo relativamente rápido nas transações entre empresas, o que poderia se espalhar para os preços ao consumidor em uma ⁠ampla gama de itens, segundo a ata.

"Dada essa situação e o fato de as empresas terem se tornado mais ativas no aumento dos preços, devemos nos preocupar mais com o risco de a inflação acelerar ainda mais", afirmaram, segundo a ata.

Alguns membros também afirmaram que havia um risco crescente de que mais empresas comecem a repassar não apenas os custos crescentes dos combustíveis, mas também os custos de mão de obra e transporte, aumentando assim a pressão para alta sobre a inflação ao consumidor, segundo a ata.

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Em uma reunião subsequente, em julho, o Banco do Japão manteve a taxa de juros, mas afirmou que as futuras discussões sobre a política monetária se concentrarão nos riscos de alta dos preços, sinalizando a possibilidade de um aumento já em setembro.

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