Apple escolhe veterano em hardware Ternus para suceder Cook como CEO

21 abr 2026 - 06h26

A Apple nomeou na segunda-feira o ‌chefe de hardware de longa data, John Ternus, como seu próximo presidente-executivo, recorrendo a outra pessoa de dentro da empresa para comandar a fabricante do iPhone depois de Tim Cook, enquanto a empresa navega em um mundo radicalmente alterado pela inteligência artificial, uma ⁠tecnologia em que ficou para trás.

Cook, que aumentou o valor de mercado ‌da Apple em US$3,6 trilhões em seus 15 anos no comando, permanecerá na empresa como chairman quando Ternus assumir o comando ‌em 1º de setembro, informou a Apple ‌em comunicado.

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Ternus, que ingressou na Apple em 2001, desempenhou um ⁠papel central na revitalização de produtos como o Mac, que ganhou participação de mercado em relação aos PCs. Embora tenha mantido um perfil público discreto, ele esteve profundamente envolvido na modelagem dos maiores produtos da Apple, como iPads e AirPods.

A transição ocorre em um ‌momento crucial para a Apple. Depois de anos no topo do ‌placar das empresas mais ⁠valiosas, a Apple ⁠perdeu sua coroa para a fabricante de chips de IA Nvidia , já ⁠que os investidores se preocuparam ‌com sua falta de inovação ‌na tecnologia que está mudando a forma como as pessoas trabalham, criam e obtêm informações.

Integrar a IA ao iPhone - o produto de consumo de maior sucesso da história - pode ser ⁠o desafio mais difícil para Ternus.

Em janeiro, a Apple fechou um acordo com seu rival de longa data em smartphones, o Google, da Alphabet , para usar o Gemini do Google em um esforço para aprimorar seu assistente virtual Siri.

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Apesar ‌de ter introduzido uma forma de IA no imaginário público em 2011 com a Siri, a Apple ainda não conseguiu um ⁠produto de hardware ou software centrado em novas tecnologias de IA, enquanto rivais emergentes, como o ChatGPT da OpenAI, atraíram centenas de milhões de usuários.

Em particular, a Siri ainda não se tornou um "agente" - o termo que as empresas de IA usam para sistemas que executam tarefas complexas como um assistente humano.

"Espero que seu maior desafio e seus esforços se concentrem em obter uma história de IA melhor e em oferecer algo que dependa mais dos próprios recursos da Apple e menos de terceiros", disse Bob O'Donnell, diretor da empresa de consultoria tecnológica TECHnalysis Research.

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