A usina nuclear Angra 1 iniciou uma parada programada de 90 dias, alinhada com o ONS, para manutenção, inspeções e ações voltadas à extensão de sua vida útil. A operação inclui a troca de 44 elementos combustíveis do reator, revisão de geradores, transformadores e válvulas, além de 12 modificações de projeto, a maioria em sistemas de segurança. A unidade possui capacidade de 640 megawatts.
A usina nuclear de Angra 1 iniciou no último sábado uma parada programada que deve durar 90 dias, informou a Eletronuclear em nota à imprensa nesta terça-feira.
Durante os três meses, serão realizados serviços de manutenção, inspeções e modificações de projeto, além de ações relacionadas ao programa de extensão de vida útil de Angra 1 (Long Term Operation - LTO), segundo o comunicado.
Uma das principais ações durante a parada é a substituição dos 44 elementos combustíveis do reator da usina. A parada concentra ainda serviços de manutenção em diferentes equipamentos e sistemas da unidade.
"Entre as atividades estão a revisão do gerador elétrico principal, a manutenção dos transformadores de 500 kV e 138 kV, a inspeção e substituição dos selos de uma das bombas de refrigeração do reator e a revisão de válvulas motorizadas e pneumáticas", informou a Eletronuclear.
Além disso, segundo a empresa, também estão previstas 12 modificações de projeto, oito delas em sistemas classificados como de segurança.
"Entre as intervenções estão a substituição dos motores do sistema de recirculação da contenção, a troca de atuadores de válvulas motorizadas, a implantação do sistema de ventilação filtrada da contenção e a substituição de componentes relacionados ao Programa de Qualificação Ambiental de Componentes Elétricos e de Instrumentação (PQAEE)", acrescentou a companhia.
A parada programada foi acordada inicialmente com o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), disse a empresa.
A usina de Angra 1 tem uma capacidade instalada de 640 megawatts.