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Alckmin diz que argumento dos EUA para aplicar sobretaxa ao Brasil é ‘injusto e descabido’

O governo Trump confirmou a sobretaxa de 12,5% ao Brasil por "trabalho forçado", que entrou em vigor nesta sexta-feira, 24

24 jul 2026 - 17h42
(atualizado às 18h48)
Geraldo Alckmin, vice de Lula na presidência da República
Geraldo Alckmin, vice de Lula na presidência da República
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) chamou o argumento utilizado pelos Estados Unidos para aplicar uma sobretaxa de 12,5% ao Brasil de "injusto e descabido" nesta sexta-feira, 24. No caso, o governo Trump aplicou um tarifaço em uma série de países por "trabalho forçado". A medida foi confirmada pelo governo norte-americano na quinta-feira, 23, e passou a valer nesta sexta.

"Imagine o quanto é descabido isso: o trabalho forçado. O Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo de proteção aos trabalhadores. Estamos votando o fim da escala 6x1", disse Alckmin durante visita a Avibras Aeroco, em Jacareí, no interior de São Paulo, conforme obtido pela Folha de S Paulo. 

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O Brasil segue em negociação com os Estados Unidos e também atua para dar apoio aos setores afetados. Após a taxação ser confirmada, o governo federal anunciou que iniciará os trâmites para aplicar a Lei da Reciprocidade em resposta à decisão estadunidense. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida como "completamente arbitrária e injustificada" e informou que também levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).

"O presidente, no momento adequado, vai tomar a decisão. Ele tem um caminho mais longo porque isso envolve audiências públicas", explicou Alckmin.

EUA anunciam sobretaxa de 12,5% para produtos brasileiros
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Mais sobre a taxa

O governo Trump confirmou a sobretaxa de 12,5% ao Brasil e outros países por "trabalho forçado" ou escravo na quinta-feira, 23. O governo brasileiro já esperava a aplicação da nova tarifa.

A sobretaxa está relacionada a uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A investigação trata de supostas falhas de parceiros comerciais no combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado. 

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Nisso, a taxa foi anunciada sob a alegação de que o Brasil não conseguiu adotar práticas contra "trabalho forçado nos setores produtivos".

Outros 60 países também foram alvos desta investigação. As tarifas variam de 10% a 12,5% e entraram em vigor a partir de 0h01 de sexta-feira, 24 -- substituindo a taxa global de 10% que estava prestes a terminar.

A nova sobretaxa se soma à tarifa de 25% anunciada por Trump na última semana para produtos brasileiros, com uma extensa lista de exceções, como carnes, café, petróleo, aronaves, sucos de laranja. 

*Com informações do Estadão Conteúdo e agência Ansa

Fonte: Portal Terra
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