Ações europeias sobe mais de 1% com esperanças de cessar-fogo no Oriente Médio

25 mar 2026 - 16h41

As ‌ações europeias subiram mais de 1% nesta quarta-feira com a expectativa de uma iminente desescalada do conflito no Oriente Médio, embora preocupações com o impacto econômico da guerra tenham mantido os investidores cautelosos.

O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,4%, para 587,49 pontos, registrando seu terceiro dia consecutivo ⁠de ganhos.

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As principais bolsas regionais também avançaram mais de 1%, com ‌o FTSE 100 da Reino Unido liderando o grupo com um ganho de 1,4%. Um índice que acompanha a volatilidade caiu 0,7 ‌ponto, para 31,1.

Todos os principais setores registraram ‌ganhos, com as mineradoras e os bancos subindo 2,4% e ⁠1,8%, respectivamente.

As ações de viagens e lazer, que foram atingidas no início de março devido à alta dos preços de energia, subiram 1,4%, com companhias aéreas como a Lufthansa e a Air France subindo 2,3% cada.

As ações de energia avançaram 1,1%. O Morgan Stanley divulgou que ‌havia se tornado otimista em relação ao setor.

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Os preços do petróleo caíram ‌depois que o presidente ⁠Donald Trump disse ⁠que os EUA estão progredindo em seus esforços para negociar o fim da ⁠guerra com o Irã. Uma fonte ‌confirmou que Washington havia ‌enviado ao Irã uma proposta de acordo de 15 pontos.

No entanto, a cautela permaneceu conforme Teerã negava a realização de negociações diretas, com um porta-voz dizendo que os EUA estão "negociando consigo mesmos".

Uma ⁠autoridade sênior iraniana disse à Reuters que o Irã ainda estava analisando a proposta dos EUA, apesar de ter criticado o plano publicamente.

"O mercado está agora funcionando com o otimismo que está sendo injetado apenas pelos EUA", disse Ipek ‌Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank. "Se o Irã não cooperar nos próximos dias... ainda poderemos ver os preços do petróleo subirem novamente."

Não ⁠há muita clareza sobre a possibilidade de as negociações levarem à reabertura do Estreito de Ormuz, que está praticamente fechado desde o início da guerra com o Irã, e analistas dizem que as repercussões de longo prazo dos preços elevados do petróleo na economia global podem ser prolongadas.

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A dependência da Europa em relação às importações de petróleo tem pesado sobre as ações desde o início da guerra.

"A questão não é mais se a Europa pode crescer em um ambiente global estável. A questão é se ela pode sustentar esse crescimento à medida que os choques geopolíticos começam a interagir com suas fraquezas estruturais", escreveram economistas do Instituto de Finanças Internacionais.

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