As ações europeias subiram mais de 1% nesta quarta-feira com a expectativa de uma iminente desescalada do conflito no Oriente Médio, embora preocupações com o impacto econômico da guerra tenham mantido os investidores cautelosos.
O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,4%, para 587,49 pontos, registrando seu terceiro dia consecutivo de ganhos.
As principais bolsas regionais também avançaram mais de 1%, com o FTSE 100 da Reino Unido liderando o grupo com um ganho de 1,4%. Um índice que acompanha a volatilidade caiu 0,7 ponto, para 31,1.
Todos os principais setores registraram ganhos, com as mineradoras e os bancos subindo 2,4% e 1,8%, respectivamente.
As ações de viagens e lazer, que foram atingidas no início de março devido à alta dos preços de energia, subiram 1,4%, com companhias aéreas como a Lufthansa e a Air France subindo 2,3% cada.
As ações de energia avançaram 1,1%. O Morgan Stanley divulgou que havia se tornado otimista em relação ao setor.
Os preços do petróleo caíram depois que o presidente Donald Trump disse que os EUA estão progredindo em seus esforços para negociar o fim da guerra com o Irã. Uma fonte confirmou que Washington havia enviado ao Irã uma proposta de acordo de 15 pontos.
No entanto, a cautela permaneceu conforme Teerã negava a realização de negociações diretas, com um porta-voz dizendo que os EUA estão "negociando consigo mesmos".
Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que o Irã ainda estava analisando a proposta dos EUA, apesar de ter criticado o plano publicamente.
"O mercado está agora funcionando com o otimismo que está sendo injetado apenas pelos EUA", disse Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank. "Se o Irã não cooperar nos próximos dias... ainda poderemos ver os preços do petróleo subirem novamente."
Não há muita clareza sobre a possibilidade de as negociações levarem à reabertura do Estreito de Ormuz, que está praticamente fechado desde o início da guerra com o Irã, e analistas dizem que as repercussões de longo prazo dos preços elevados do petróleo na economia global podem ser prolongadas.
A dependência da Europa em relação às importações de petróleo tem pesado sobre as ações desde o início da guerra.
"A questão não é mais se a Europa pode crescer em um ambiente global estável. A questão é se ela pode sustentar esse crescimento à medida que os choques geopolíticos começam a interagir com suas fraquezas estruturais", escreveram economistas do Instituto de Finanças Internacionais.