Ações europeias atingem mínima em três meses com temores sobre inflação e de juros

15 set 2026 - 13h52
Resumo
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,3% nesta terça-feira, atingindo a mínima em três meses, pressionado pela alta nos preços do petróleo e pelos rendimentos recordes dos títulos públicos. O clima de aversão ao risco antecede a decisão do Federal Reserve sobre os juros nos EUA e foi agravado pelo recuo dos setores financeiro e de luxo, com destaque para a queda da LVMH, superada pela L'Oréal em valor de mercado. Tensões geopolíticas mantêm o temor de inflação e de novos apertos monetários globais.

As ações europeias caíram para a mínima em ‌três meses nesta terça-feira uma vez que o aumento dos preços do petróleo e dos rendimentos dos títulos continuou a afetar o apetite por risco dos investidores antes da decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros dos Estados Unidos.

O índice pan-europeu STOXX 600 registrou queda de 0,3%, para 634,18 pontos, menor nível de fechamento desde 12 de junho.

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As ações ⁠de bancos e de serviços financeiros ficaram entre as que mais pesaram no mercado, caindo 0,9% ‌e 1,9%, respectivamente. O UBS caiu 3,4%.

O setor ficou sob pressão um dia depois que o presidente-executivo do Bank of America, Brian Moynihan, alertou que as comissões dos serviços de ‌banco de investimento da instituição norte-americana podem cair pelo menos ‌10% no terceiro trimestre e que a expectativa é de que as receitas ⁠de vendas e negociação permaneçam praticamente estáveis.

"O alerta gerou preocupações de que o banco não conseguiria manter lucros sólidos, o que, por sua vez, contribuiu para reajustar as perspectivas de lucros para baixo", disse Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank.

"Esse é um grande receio de que os lucros do banco possam não ser tão sólidos quanto foram no último trimestre... e ‌isso está puxando a valorização (e) as perspectivas de lucros para baixo."

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Por outro lado, o grupo de ‌cosméticos L'Oréal ultrapassou a LVMH, ⁠proprietária da Louis Vuitton, ⁠tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da França, enquanto os grupos de luxo continuam sob pressão ⁠devido à desaceleração nas vendas e aos lucros ‌fracos.

É a primeira vez desde 2017 ‌que uma empresa não pertencente ao setor de luxo ocupa o primeiro lugar no mercado de Paris no fechamento do pregão.

As ações da LVMH caíram 2,6%, enquanto o índice europeu de luxo registrou queda de 1,5%.

Os custos mais altos dos empréstimos contribuíram ⁠para o clima de cautela. O rendimento do Treasury de referência de 10 anos ultrapassou 5% na segunda-feira, atingindo seu nível mais alto em quase duas décadas, enquanto os rendimentos de referência da zona do euro subiram para máximas de 17 anos.

A maioria dos setores do STOXX 600 foi negociada em baixa, embora as ‌ações do setor de energia tenham subido 1,3%, já que os preços do petróleo registraram alta de mais de 2% no dia.

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Ataques à infraestrutura de energia no Golfo Pérsico e ⁠na zona de guerra entre Rússia e Ucrânia intensificaram as preocupações com o abastecimento, reforçando os temores de inflação e levando os investidores a precificar novos aumentos nas taxas de juros por parte dos principais bancos centrais.

O Banco Central Europeu elevou os juros pela segunda vez neste ano na semana passada. Os investidores estão agora focados na decisão do Fed na quarta-feira, com os operadores precificando uma probabilidade de mais de 90% de alta, de acordo com dados da LSEG.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,37%, a 10.658,13 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,15%, a 25.402,28 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,34%, a 8.090,28 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,14%, a 51.555,19 pontos.

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Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,05%, a 19.555,90 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,71%, a 9.446,63 pontos.

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