Funcionários dos Correios entram em greve em todo o país por tempo indeterminado

Paralisação marca uma nova etapa da campanha salarial da categoria, após as negociações terminarem sem acordo

11 set 2026 - 13h18
Funcionários dos Correios, durante manifestação contra pacote de medidas e redução de salários dos trabalhadores
Funcionários dos Correios, durante manifestação contra pacote de medidas e redução de salários dos trabalhadores
Foto: Foto Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Em meio a campanha de reajuste salarial, funcionários dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país. As assembleias que aprovaram a paralisação ocorreram na noite de quinta-feira, 10.  

Segundo a a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), a decisão "marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo". 

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Em nota, os Correios afirmam que esteve empenhada na construção de uma solução negociada e apresentou uma proposta que contemplava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente, entre elas estariam reajuste de 100% sobre salários e benefícios com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A Findect afirma que um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício. 

"A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica", diz a federação.

A greve dos trabalhadores ocorre em um momento delicado dos Correios, que formalizaram um novo pedido de empréstimo junto a bancos privados, no valor de R$ 7 bilhões, em mais uma tentativa de reequilibrar as contas da estatal - que vem acumulando prejuízos bilionários trimestre após trimestre.

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O financiamento ainda depende de um aval do Tesouro Nacional, que será o fiador da operação.

Em dezembro de 2025, os Correios já tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões, com Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, também com aval do Tesouro, para ganhar fôlego para o seu plano de recuperação.

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Fonte: Portal Terra
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