Confiança do consumidor dos EUA se deteriora em setembro e expectativas de inflação aumentam

11 set 2026 - 11h31
Resumo
A confiança do consumidor nos EUA caiu para 47,8 em setembro, ante 51,7 em agosto, frustrando a projeção de 51,0 de analistas, aponta a Universidade de Michigan. O recuo reflete temores de alta inflacionária devido à subida da gasolina e às tensões comerciais. Com a piora do sentimento entre democratas e republicanos, a expectativa de inflação para os próximos 12 meses saltou de 4,0% para 4,6%, enquanto a projeção para cinco anos avançou ligeiramente para 3,4%.

A confiança ‌do consumidor nos Estados Unidos se deteriorou no início de setembro uma vez que o aumento dos preços da gasolina e as tensões ⁠comerciais alimentaram temores de uma inflação ‌mais elevada nos próximos 12 meses, segundo uma pesquisa divulgada ‌nesta sexta-feira.

Supermercado em Redmond, EUA
24 de novembro de 2025. REUTERS/David Ryder/ Foto de arquivo
Supermercado em Redmond, EUA 24 de novembro de 2025. REUTERS/David Ryder/ Foto de arquivo
Foto: Reuters

A Pesquisa dos ‌Consumidores da Universidade de Michigan, ⁠informou que seu Índice de Confiança do Consumidor caiu para 47,8 neste mês, ante 51,7 em agosto. Economistas consultados pela Reuters previam leitura ‌de 51,0.

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A confiança diminuiu entre ‌os consumidores que ⁠se ⁠identificam como democratas e republicanos, mas praticamente não ⁠sofreu ‌alterações entre os ‌independentes.

"Com o ressurgimento dos preços dos combustíveis e das tensões comerciais, os consumidores antecipam que haverá ⁠maiores pressões sobre seus bolsos", disse Joanne Hsu, diretora das Pesquisas dos Consumidores.

O indicador da pesquisa sobre as expectativas ‌dos consumidores em relação à inflação para o próximo ano saltou ⁠de 4,0% no mês passado para 4,6%. As expectativas de inflação para os próximos 12 meses estavam em 3,4% em fevereiro, antes do início da guerra liderada pelos EUA contra o Irã.

As expectativas dos consumidores em relação à inflação nos próximos cinco anos subiram ligeiramente de 3,3% em agosto para 3,4%.

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