As ações da Hapvida desabavam nesta quinta-feira na bolsa paulista, após a companhia ter reportado queda de 95,8% no lucro do segundo trimestre.
Por volta de 14h50, os papéis caíam 27,24%, a R$6,97, pior desempenho do Ibovespa, que cedia 0,22%
A empresa teve lucro líquido ajustado de R$12,5 milhões de abril a junho. O resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado somou R$504,4 milhões, queda de 44,3% na comparação com o segundo trimestre de 2025. As projeções mostravam que analistas esperavam, em média, Ebitda de R$629 milhões para a companhia, segundo dados da LSEG.
"A frustração no Ebitda e a reaceleração dos novos depósitos judiciais aumentam significativamente a dificuldade de avaliar um nível normalizado de rentabilidade daqui para frente", destacaram analistas do Itaú BBA em relatório.
Eles também destacaram o fato de que a companhia identificou mais de 900 mil beneficiários com tickets médios abaixo da média da carteira, "sugerindo que o processo de otimização do portfólio pode levar algum tempo".
"Como os benefícios potenciais dessas iniciativas tendem a se concentrar mais no longo prazo, acreditamos que os resultados mais fracos do que o esperado e a renovada pressão dos depósitos judiciais podem levar a revisões para baixo das estimativas e pesar sobre o desempenho das ações no curto prazo."
Analistas do Jefferies destacaram que os números vieram abaixo das suas projeções.
"Os resultados do segundo trimestre de 2026 da Hapvida ficaram aquém das expectativas, o que reforça o pilar fundamental de nossa tese de reclassificação: a administração está priorizando a rentabilidade em detrimento do volume", afirmaram em relatório.