Enquanto o público acompanha as festas luxuosas e os looks montados do BBB26, a realidade financeira de alguns participantes fora da casa é um choque de realidade. É o caso de Chaiany Andrade, a goiana do grupo Pipoca.
Atuando como atendente de balcão em uma confeitaria em Brasília, Chaiany recebia menos de um salário mínimo por mês. A quantia era a única fonte de renda para sustentar a si mesma e ajudar nos custos de sua filha de 10 anos.
Conta que não fecha
A revelação dos valores traz uma nova camada de profundidade para a participação de Chaiany no jogo. Quando a sister chora ou se desespera em dinâmicas que valem prêmios em dinheiro, a reação não é exagero.
Para a ex-atendente, prêmios "menores" do programa representam anos de trabalho no balcão da padaria. Recentemente, ela desabafou na casa sobre estar com o "nome sujo". "Parece que trava a tua vida, tu não prospera. Nada dá certo", lamentou ela para os colegas.
A sister explicando que nem mesmo o prêmio perdido de R$ 10 mil seria suficiente para limpar seu nome e destravar sonhos simples, como financiar um carro popular.
Atualmente desempregada, ela entrou no reality com a conta no vermelho e a responsabilidade de ser a provedora da família. "Eu não quero ser empregada mais, não", chegou a dizer aos prantos na primeira semana, expondo o trauma da escassez.
Maternidade solo e saúde da filha
O aperto financeiro de Chaiany tem um motivo urgente: a saúde de sua filha, Lara. A menina nasceu com hidronefrose renal, uma condição séria que fez com que ela perdesse o funcionamento de um dos rins.
Mãe aos 15 anos, Chaiany precisou amadurecer na marra. Sem recursos para planos de saúde caros ou tratamentos de ponta, a luta diária da sister sempre foi para garantir o básico e os cuidados médicos da filha.
Viver com menos de um salário mínimo significava fazer escolhas difíceis todos os dias. A entrada no BBB26 é vista por ela não como uma busca por fama, mas como a única cartada possível para garantir a segurança médica da filha.
Do trabalho na roça ao Balcão
A trajetória profissional de Chaiany é marcada pelo trabalho pesado desde a infância. Antes da confeitaria, ela já havia trabalhado:
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Na roça (ajudando em atividades rurais desde os 10 anos);
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Vendendo picolé e amendoim na rua;
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Como faxineira limpando casas.
"Gente como a gente"
Essa honestidade brutal sobre sua falta de dinheiro tem gerado identificação imediata. Nas redes sociais, Chaiany já é vista como a representante do "Brasil real".
Sua indignação recente com a obrigatoriedade de se maquiar e montar looks caros todo dia no programa viralizou justamente por expor o abismo entre a expectativa da TV e a realidade de quem vive do trabalho braçal.
Por fim, Chaiany pode até não ter ganhado o prêmio final ainda, mas já garantiu que, ao sair, seu cachê será bem maior do que o salário da confeitaria.