De volta às novelas em Êta Mundo Melhor! (Globo), Larissa Manoela fala sobre o desafio de viver Estela, a emoção de interpretar uma professora e reflete sobre amadurecimento, arte e reencontros com a própria história em entrevista à Contigo! Novelas.
Como está sendo esse momento de voltar às novelas com Êta Mundo Melhor!?
"Olha... o tempo passou! Eu estou muito feliz, é um momento muito especial para mim. Espero que as pessoas estejam curtindo a Estela, uma mulher que tem muitas camadas. É um desafio muito grande pra mim — ela carrega um mistério, tem traumas e, ao longo da novela isso vai sendo acompanhado".
Qual significado dessa personagem em sua carreira?
"É mais um sonho da minha vida que eu estou realizando por aquela menina que um dia eu já fui. Apesar de ainda ter a maior parte da minha carreira como atriz sendo uma atriz mirim, eu tenho muito orgulho da minha trajetória, de lembrar que já fui aluna e agora interpreto uma professora. É algo que me emociona muito".
Você fala com muito amor sobre a atuação. O que a arte representa para você?
"Tenho muito orgulho dos meus trabalhos e um amor pelo meu ofício que transcende. Acho que as pessoas sentem isso, porque eu me dedico muito. A arte me salvou e segue me salvando. Eu encontro a Larissa por meio das minhas personagens. É algo muito especial para mim".
De que forma você espera que essa novela, carregada de leveza, toque as pessoas?
"Com a arte, a gente consegue respirar, trazer esperança. E é isso que nós artistas fazemos: nos doamos para os personagens, nos movemos por meio deles. Existe um reconhecimento entre os personagens e os artistas — algo muito especial na nossa vida. Isso é o que eu espero".
Como foi entrar em uma novela que já tem uma história tão conhecida pelo público?
"É superdesafiador! A gente acha que vai ser mais difícil, mas não. Quando nos encontramos com o pessoal que já tinha feito Êta Mundo Bom!, parecia que estávamos juntos desde o início, desde 2016. Foi tudo muito caloroso, muito natural. Agora, continuamos contando essa história linda, cheia de emoção, riso, esperança, otimismo".
O que mais o público pode esperar dessa história?
"Acho que é justamente isso: esperança e otimismo em tempos difíceis. A mensagem é linda. Queremos atingir a família brasileira, que senta no sofá e assiste junto, fala de amor, de esperança… Além, claro, de assistir a algo que também é para as crianças. Isso é muito poderoso".
Como é revisitar sua própria história ao contracenar com crianças?
"A Estela é uma personagem que me faz pensar muito no tempo. Hoje eu interpreto uma mulher com muitos desafios, muitas camadas. Ela se doa muito para os outros, é enfermeira e depois vira professora. Estar com essas crianças ativa automaticamente a minha nostalgia. Eu me vejo nelas. Sinto a pureza, o amor, e me lembro de tudo. Nutre muito minha alma".
Você sente que amadureceu muito com os papéis que interpretou?
"Com certeza! Casei em novela antes mesmo de casar na vida real [risos]! Cada desafio na dramaturgia transforma a Larissa atriz e também a Larissa pessoa física. A ficha vai caindo aos poucos, mas é sempre muito transformador. Essa é a beleza da nossa profissão".
Por falar em casamento, o André te apoia? Rola ciúme?
"A gente entende muito a nossa profissão, até porque nós dois somos atores. O André passa cenas comigo, inclusive cenas de romance. Não rola ciúme, é muito doido. Quando você tem algum relacionamento com outra pessoa que não sabe como é, pode acontecer. Mas a gente é muito bem resolvido".