O humorista Paulo Vieira questionou a imparcialidade da Globo após a revelação de que Flávio Bolsonaro almoçou com executivos da emissora antes de ser entrevistado. Em suas redes sociais, Vieira revelou indignação ao relatar que foi impedido de visitar o camarim de Lula durante a sabatina do presidente sob a justificativa de não levantar dúvidas sobre a neutralidade do canal, apontando um suposto tratamento desigual da cúpula da emissora entre os dois grupos políticos.
O clima esquentou nos bastidores da Globo nesta sexta-feira (16). Depois de vir à tona queFlávio Bolsonaro almoçou com dois dos principais executivos do grupo horas antes de ser entrevistado por Renata Lo Prete, o humorista e apresentador Paulo Vieira expôs uma situação que, segundo ele, viveu durante a sabatina de Lula - detonado por Érick Jacquin - na emissora.
Paulo Vieira se revolta após almoço de Bolsonaro com chefões da Globo
Sem poupar palavras, ele questionou a justificativa que teria recebido para não visitar o presidente no camarim e se mostrou indignado. "Que vergonha", disse ele no X, antigo Twitter.
"Só uma curiosidade: eu fui proibido de ir no camarim do Lula durante a sabatina 'pra não levantar dúvidas sobre a imparcialidade'", continuou ele em outro tuíte. A publicação ganhou repercussão em meio ao debate sobre a diferença de tratamento dispensada aos dois candidatos e sobre a relação entre a direção da emissora e os nomes que disputam a Presidência.
Na quinta-feira (15), Lula participou da sabatina do Jornal Nacional. Já nesta sexta, Flávio foi recebido para um almoço por João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, e Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais. A reunião foi revelada pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, e confirmada pela própria emissora.
A proximidade entre os acontecimentos levantou questionamentos: enquanto Paulo afirma ter sido impedido de encontrar Lula nos bastidores sob o argumento de preservar a imparcialidade, Fl...
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