A discussão sobre a obrigatoriedade do diploma para jornalistas voltou à tona após os ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino defenderem que apenas pessoas com a graduação exerçam a profissão na imprensa. Porém, profissionais contra essa medida relembraram que grandes nomes do jornalismo não são formados no curso.
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A obrigatoriedade do diploma para jornalistas foi derrubada pelo STF em 2009, mas Moraes e Dino voltaram a defendê-la com o argumento de que garantias dadas à imprensa profissional não podem ser aplicadas também a outras pessoas que se declaram jornalistas, mas não atuam como tal.
Esse posicionamento foi tomado após Alexandre de Moraes autorizar buscas contra um ex-secretário do governo do Maranhão apontado como fonte de um jornalista que publicou matérias sobre o uso de carros oficiais pela família de Dino.
Opositores da obrigatoriedade do diploma lembraram que nomes como William Bonner, Boris Casoy e Ricardo Boechat se formaram em jornalismo.
Boris Casoy
Com passagens pelas principais emissoras do Brasil, Record, Globo e Band, Boris Casoy retornou ao SBT em maio deste ano e também trabalha como jornalista de forma independente na internet. Ele não é formado em Jornalismo e nunca chegou a concluir o ensino superior. Casoy ingressou no curso de Direito, mas não terminou a graduação. O jornalista começou a trabalhar como locutor aos 15 anos e atuou em diferentes áreas da comunicação, tendo até dirigido cursos de comunicação em uma faculdade.
Ricardo Boechat
Morto em um acidente aéreo em fevereiro de 2019, Ricardo Boechat deixou sua marca no jornalismo brasileiro, seja na televisão, rádio ou na mídia impressa. Boechat deu os primeiros passos no jornalismo aos 17 anos, quando começou como office-boy na redação do extinto Diário de Notícias. Ele logo se destacou no jornal e foi promovido a repórter, o que deu início a uma trajetória de sucesso no jornalismo.
William Bonner
Até o ano passado, William Bonner ocupava a bancada do principal telejornal do país, o Jornal Nacional, mas o âncora é formado em Publicidade, não em Jornalismo. Bonner iniciou a carreira como redator publicitário, ao mesmo tempo em que era locutor de uma rádio da USP, onde estudou. Foi esse posto que o levou a trabalhar na Band e posteriormente na Globo, onde segue até hoje.